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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um primeiro quartil Rock'n'roll!

Estava eu aqui com meus botões olhando tudo que musicalmente aconteceu nesses primeiros 4 meses do ano e me dei conta que eles foram bem rocker!
Tivemos 3 lançamentos que sem dúvida chacoalharam a cena rock'n'roll/Indie e sem contar outros bons e não menos importantes discos lançados!
Começou com Radiohead e com seu The King of Limbs que foi comentado aqui.
Depois tivemos o Beady Eye (o Oasis sem o Noel) com o Different Gear, still Speeding aqui.
O melhor lançamento do ano até agora com os Strokes e seu Angles, também comentado aqui.
Teve ainda o Foo Fighters com o Wasting Light que não ganhou um post só dele mas foi citado aqui.
O R.E.M. com o Collapse Into Now e o Cake com o Showroom of Compassion não ganharam post no blog mas também contribuiram para o bom fechamento do quartil.

Sem contar o show do U2 que foi o grande evento desse início do ano aqui em terras tupiniquins.
De negativo mesmo, só a produção nacional que continua devendo (e muito).

E pra começar no segundo quartil que promete alguns documentários (Pearl Jam e Foo Fighters) e vários shows (Clapton, Strokes, Pearl Jam e Foo Fighters) vou fechar com o lançamento de hoje, que é o novo trabalho solo do Eddie Vedder, a canção "Longing to Belong" do novo disco "Ukelele Songs" que deve ser lançado em breve!
Enjoy

quarta-feira, 13 de abril de 2011

The Unforgettable Fire

Por onde começar a falar do show do U2 de domingo, 10 de abril de 2011?
Da fila kilometrica da entrada? Tinha pensando em cornetar a organização mas vou pular essa parte. Vou começar do sinal que a noite realmente seria especial. Durante toda a espera na fila a chuva não deu tregua, porém foi entrar no estádio e poucos minutos antes do show de abertura a chuva parou e o céu abriu, era o sinal!
O Muse entrou no palco para abertura pontualmente as 19h30 e fez um belo show. Não conhecia muito do som dos caras mas gostei do que vi, muita energia e um bom repertório! Ficou de lição de casa baixar umas musicas deles para conhecer melhor.
Durante a espera pelo U2 o DJ mandou Machu Picchu dos Strokes e Lotus Flower do Radiohead que ajudaram a aquecer os motores até começar a tocar Minha Menina com Mutantes e Jorge Ben que fez todo mundo levantar. Então o telão vira uma nave espacial e das janelas você acompanha Bono, The Edge, Larry e Adam subindo ao palco até que as luzes se apagam e começa de verdade o espetáculo!
Even Better Than The Real Thing abriu a noite assim como no show anterior e na apresentação na argentina para ser seguida de um boa noite São Paulo (o primeiro de muitos por vir) e a apresentação da próxima música, o primeiro single da banda que não era tocado desde 2006, Out Of Control. Daí pra frente o show pegou fogo com uma sequência muito boa (você pode ver o setlist aqui) até que a banda para e o Bono fala que ama o brasil, que sabe que é cliche e todo mundo fala isso, mas ele fala a verdade e realmente nos ama, assim como sabe que nos amamos eles! E aí foi que tive certeza da vocação de showman dele, que vira para o público e diz que o Edge é meio cético com relação ao nosso amor, que sabe que amamos outras bandas como Muse, Radiohead, Killers e pede para que a galera demonstre para o Edge que o seu amor pelo U2 é maior! O público responde a altura e começa I Still haven't found what a I looking For com todo mundo cantando junto. Durante a música o Bono dá um tapinha nas costas do Edge como quem diz: "não disse que eles nos amavam".
Depois um momento mais intimista com apenas o Bono e o Edge no palco tocando a bela North Star que não esta em nenhum CD seguido pela explosão de Beautiful Day com direito ao Bono mandando "We are Sargent Peppers Lonely heart club band, we hope you enjoy the show, We are Sargent Peppers Lonely heart club band, we'd like to thank you once again" no final pra minha mais completa alegria!
Então segue um pequeno discurso do Bono, o Edge vai para o teclado e rola Missa Sarajevo. Aí o palco escurece completamente e quando acende você percebe que o telão se esticou e cobriu o palco todo, você não vê a banda, mas eles estão lá tocando pela primeira vez na história Zooropa na integra! Nem preciso dizer que foi a grande surpresa no setlist né? até por ser uma canção completamente lado B de um disco que também é lado B na discografia da banda, embora tenha uma jóia como Stay (farway, so close) que infelizmente não entrou no setlist.
Aí o telão encolhe um pouquinho pra que você possa ver a banda de novo e começa City of Blinding Light pra tirar a galera da inércia pós-zooropa, com o Bono cantando Singing on the Rain no finalzinho, clara homenagem a chuva paulistana.
Depois de todo mundo pular com Vertigo, o Larry sai da bateria batucando e andando pelo palco enquanto a banda faz uma versão remix (e que eu demorei pra reconhecer) de I'll go crazy if you don't go crazy tonight, e enquanto o Larry volta para as baquetas mais um pequeno discurso e imagens da Libia no telão e começa Sunday Bloody Sunday que eu sinceramente não esperava no setlist.
E logo depois vem o momento mais emocionante do show na minha opinião quando a banda toca Walk On depois de uma homenagem a ativista Aung San Suu Kyi, de Mianmar, Prêmio Nobel da Paz libertada no fim de 2010 após 20 anos presa. E na sequencia enquanto o Bono faz um discurso sobre a pobreza e quão importante é lutar contra ela, várias pessoas sobem ao palco carregando luzes que pareciam velas e as colocam ao redor do palco para criar o clima para One! Foi a parte mais bonita do show!
Aqui vou abrir um parenteses pra falar dos discursos e elogios que o Bono fez durante o show. Claro que o "nos amamos o brasil" e todos os elogios ao pais (que incluiu até o governador Geraldo Alkmin) e "o Brasil não é o pais do futuro, é o pais do agora" são cliches. E os discursos contra a pobreza, miséria, AIDS podem parecer que ele esta "fazendo média" ou sendo marketeiro, mas vendo tudo ali, ao vivo, tive a certeza que ele luta por aquelas bandeiras de coração e aproveita o seu prestígio e visibilidade para levar a mensagem em frente. E acho isso muito legal, por que em meio a tantos idolos auto-destrutivos que o rock tem, também é importante ter alguem "bonzinho" para lembrar que fazer do mundo um lugar melhor depende de todos nós.
E pra não me alongar ainda mais com o Bis 2 que foi matador, eles fecharam ao som do With or Without you (não podia faltar né?) seguido de Moment Of Surrender com o Bono pedindo para apagar as luzes do palco e só deixar as luzes da galera, que foi demais!
Sinceramente, foi o melhor show que já assisti em termos de espetáculo! Tudo é perfeito, o telão e iluminação são sem comentários, e até o cuidado de colocar legendas simultaneas para que todos pudessem entender o que ele estava falando demonstra o carinho que eles tem com a turnê e a atenção com os fãs!
Pra não falar que não faltou nada, faltou eles tocarem Breath do No Line on the Horizon que é minha música favorita desse disco, mas claro que pra tocar todas as músicas que eu gosto o show deveria ter bem mais que as duas horas de duração que teve.
De todo modo, como o Bono mesmo falou antes do último bis, domingo foi uma "unforgettable night" e por isso o título do post citando o primeiro disco da banda a ganhar o Grammy!

SetList do Show do U2, São Paulo, 10 de Abril de 2011

Pra não deixar o post sobre o show tão longo, resolvi separar o setlist nesse aqui.


Even Better Than The Real Thing

Out Of Control

(Tour debut, first time since 2006)

Get On Your Boots

Magnificent

Mysterious Ways

Elevation

Until The End Of The World

I Still Haven't Found What I'm Looking For

Pride (In The Name Of Love)

North Star

Beautiful Day

(with 'Blackbird' and 'Sgt.Pepper's Lonely Hearts Club Band' snippets)

Miss Sarajevo

Zooropa

(Tour debut, first full performance ever)

City Of Blinding Lights

(with 'Singing in the Rain' snippet)

Vertigo

(with 'Helter Skelter' snippet)

I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight

(Remix version, with 'Relax' … and 'Two Tribes' snippets)

Sunday Bloody Sunday

Scarlet

Walk On

(with 'You'll Never Walk Alone' snippet)

One

Where The Streets Have No Name

(with 'Amazing Grace' intro)

Ultraviolet (Light My Way)

With Or Without You

Moment of Surrender

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Os CD's das irmãs do Frank

Hora de fechar a trilogia de posts sobre influências musicais (Você pode ler o primeiro aqui, e o segundo aqui)!
Os dois primeiro foram sobre bandas nacionais, mas por que no ínicio eu tinha um pouco de resistência ao rock internacional. Coisa que só começou a mudar lá pela 7º e 8º série.
Nessa época eu tinha um amigo chamado Frank, que tinha três irmãs mais velhas! E elas sempre tinham algum CD novo, lançamento, bandas novas e gostavam de rock, logo sempre tinha alguma coisa que o Frank chegava na escola com o diskman e falava "ouve essa banda, peguei com a minha irmã, muito bom".
O primeiro que me lembro de ter levado pra casa e ouvido com calma era um compacto do U2, com 4 músicas que eu lembro até hoje, eram "The Unforgettable Fire", "MLK", "A Sort of Homecoming" e "Bad", todas do disco The Unforgettable Fire (1984), que lembrando agora me faz pensar que aquele CD devia ser um single.
Bad era minha favorita, a melodia que vai crescendo até chegar ao climax, como eu curti aquele som! Essa foi a música que abriu as portas do rock internacional para mim.
Vários outros CD's do U2 chegaram até mim pelas irmãs do Frank, como o "Under a Blood Red Sky" e "Acthung Baby" - o melhor da banda até hoje para mim - e todos viravam fitas K7. (isso foi antes do mp3, ok?)
Também foi assim que eu ouvi o Ten do Pearl Jam pela primeira vez, assim como alguns bootlegs da banda que em pouco tempo se tornou a minha favorita!
E era impressionante como sempre tinha coisa legal para pegar emprestado, de Crash Test Dummies a The President Of The United States (que já foi tema desse post aqui).
Pena que eu tinha o péssimo hábito de não ouvir os CD's inteiros com calma, muitas vezes escutava apenas 30 segundos de uma faixa e pulava para a próxima. Ainda bem que perdi esse hábito, por que você perde muita coisa legal fazendo isso. 
O último emprestimo valioso que fiz com o Frank foi o Led Zeppelin II. Sai da casa dele com o CD e fui para a casa de outro amigo fazer um trabalho de escola e começamos a ouvir até o pai dele aparecer e perguntar se a gente gostava de ouvir aquela barulhada!
Depois acabamos perdendo contato, a amizade, e o emprestimos acabaram. Mas o gosto pelo rock ficou. E é interessante perceber que três das bandas que eu mais gosto, U2, Led e Pearl jam, eu ouvi pela primeira por causa dos CD's que ele emprestava das irmãs!
Fiquei em dúvida de qual música usaria para fechar o post, mas Bad me parece a escolha ideal. Afinal nada melhor que terminar onde tudo começou! =P

Bad
(U2)

If you twist and turn away
If you tear yourself in two again
If I could, yes I would
If I could, I would
Let it go
Surrender
Dislocate

If I could throw this

Lifeless lifeline to the wind
Leave this heart of clay
See you walk, walk away
Into the night
And through the rain
Into the half-light
And through the flame

If I could through myself

Set your spirit free
I'd lead your heart away
See you break, break away
Into the light
And to the day

To let it go

And so to fade away
To let it go
And so fade away

I'm wide awake

I'm wide awake
Wide awake
I'm not sleeping
Oh, no, no, no

If you should ask then maybe they'd

Tell you what I would say
True colors fly in blue and black
Bruised silken sky and burning flag
Colors crash, collide in blood shot eyes

If I could, you know I would

If I could, I would
Let it go...

This desparation

Dislocation
Separation
Condemnation
Revelation
In temptation
Isolation
Desolation
Let it go

And so fade away

To let it go
And so fade away
To let it go
And so to fade away

I'm wide awake

I'm wide awake
Wide awake
I'm not sleeping
Oh, no, no, no


domingo, 15 de agosto de 2010

A Todo Volume!

Semana passada fiz o post e a música inspirado por ter assistido It Might Get Loud então é hora de falar um pouco dele!
Começa com o Jack White em uma fazenda montando uma "guitarra" com coisas velhas e dizendo: "quem disse que você precisar comprar uma guitarra?". Bem, é claro que a menos que você tenha o dom de construir coisas e instrumentos, você precisa sim comprar uma guitarra para tocar! 
Mas a mensagem principal está na atitude para tocar, e isso você não compra, ou você tem ou não tem!
O filme gira mais em torno da figura do Jack White, que nem é tão canastrão como eu pensava (sim, eu não gosto muito de white stripes), e se mostrou um cara bem interessante. Conhece muito de música, blues, e guitarras. Realmente tira um som muito bom e a idiea dele de criar um som minimalista, de buscar as origens que os bluesmans criaram fez com eu me identificasse bastante com ele.
E complementando toda a história em torno de White, entram dois dos guitarristas que eu mais ouvi até hoje. Primeiro o senhor Jimmy Page, um dos Deuses da Guitarra, o cara que criou alguns dos riffs e melodias mais marcantes da história do rock, e que me surpreendeu muito por sua humildade. A postura dele, sua relação com a guitarra, a conversa e a curiosidade em relação aos outros dois guitarristas, de sabe como eles criavam, as guitarras e efeitos que usavam, querendo mesmo aprender mais sobre eles é marcante no filme.
E fechando o circulo, The Edge, o cara por trás das som da maior banda da atualidade (Pode brigar comigo, mas U2 é a maior banda do mundo hoje em dia)! Com seu estilo peculiar, o foco em equipamentos e efeitos (Page se refere a ele como um arquiteto sonoro). Talvez ele seja o menos tecnico dos três, mas as texturas que cria, seus talento para riffs e melodias simples e marcantes com certeza o coloca entre os mais significativos guitarristas atuais.
E aí está o que deixa o documentário tão rico ao juntar três caras tão diferentes, de épocas e estilos diferentes, para contar histórias de como começaram, de como gravavam, do que ouviam e os influênciou, recheando tudo com videos de apresentações ao vivo, visitas a locais de gravações e apresentações!
Uma das minhas passagens favoritas é quando Page vai ao local onde foi gravado o Led Zeppelin IV, é sem palavras, você tem que ver! A outra é quando ele toca o riff de "Whole Lotta Love" e o Edge e White ficam olhando pra ele com os olhos brilhando, pensando: "Eu to vendo o cara que fez o riff tocar ele aqui, pra mim!"
It Might Get loud é uma grande viagem pelo mundo da guitarra e pela história de três grandes guitarristas e compositores! Eu achei que podia ter mais Jams entre os 3 (existem 4 no total), na verdade eu esperava mais uma jam e um bate-papo do que um documentário, mas mesmo assim ele superou minhas expectativas!
Espero que supere as suas também!