quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Voando Alto

 

Foi assim, o Oasis acabou graças a mais uma briga entre os irmão Gallaghers, e no ínicio eu só ficava aliviado por ter assistido ao último show da banda em terras tupiniquins. Logo depois veio a notícia que cada irmão seguiria o seu caminho, o que era bom, por que se uma das maiores bandas do britrock tinha acabado, pelo menos agora tinhamos a perspectiva de duas novas bandas de qualidade. E eu confesso que nunca me empolguei pelo o que o Liam iria fazer. Embora tenha gostado do Beady Eye, eu queria mesmo era ouvir o trabalho solo do Noel Gallagher, afinal ele era meu Oasis favorito.
Aí começaram as entrevistas e notícias, o nome inspirado em uma canção do Jefferson Airplane, a trilogia de singles e clipes, a ansiedade pelo que parecia ser o melhor disco do ano (na minha modesta opinião), o 'vazamento' do disco e então a certeza, já temos o melhor disco do ano!
Rotular qualquer disco como melhor do ano é sempre um risco, mas não hesitei em nenhum momento. Por que o disco não é um mais do mesmo sem a peça mais talentosa, como no caso do Beady Eye. Por que não são só as 3 canções que contam a história dos clipes e formam uma belíssima mini-ópera. 
Ele é também músicas que eu não sei como o Oasis não gravou, como Stop The Clocks. É o melhor do britpop como em Dream On ou Wanna Live In a Dream. É um músico que olha pra frente, não se repete e se o faz, é de tal forma que não soa cansativo. Por que a cada vez que escuto o disco, tenho certeza que ele continuará na minha playlist por muitos anos!

sábado, 15 de outubro de 2011

Eric Clapton is God, em São Paulo

 
No feriado de 12 de Outubro, numa noite fria e com a típica garoa paulistana, 45 mil pessoas foram ao estádio do Morumbi assistir ao show do guitarrista Eric Clapton.
Com pontualidade britânica, o show começa uma dedicatória ao piloto brasileiro, Felipe Massa, e com 'Key To The Highway', do álbum 'Riding with the King', parceria de Clapton com outra lenda do blues, BB King, e a platéia já aplaude calorosamente ao primeiro solo de guitarra (os aplausos se repetiram durante vários solos). O blues toma conta do estádio, com destaque para o cover de Muddy Waters, Hoochie Coochie Man, até que tem início o trecho 'acústico' e intimista do show, com Eric sentado num banquinho e demonstrando todo seu talento ao violão, com fortes raizes do blues, começou com Driftin' Blues, tocou o sucesso 'Lay Down Sally' e uma canção de seu disco mais recente, 'When Somebody Thinks You're Wonderful', para ouvir todo o público cantar junto Layla, em versão parecida com a do Unplugged '92.
Retomando a parte elétrica, Clapton tocou 'Badge' dos tempos de The Cream, para depois emendar o hit 'Wonderful Tonight', com direito a celulares acessos pelo estádio. Passado o momento mais romântico do show, o blues voltou com força total com o clássico 'Before you accuse me', e 'Little Queen of Spades', do bluesman e lenda, Robert Jonhson, a maior influência de Clapton, com direito a solos e improvisos longos, demonstrando toda a qualidade não só do guitarrista, mas também da banda de apoio, formada por Chris Stainton e Tim Carmon nos teclados, Willie Weeks no baixo, o baterista Steve Gadd, e Michelle John e Sharon White nos vocais de apoio.
Todo o estádio se levanta quando começa 'Cocaine', fazendo inclusive o pessoal da platéia vip, sentada até então, se aglomerar a frente do palco para ouvir um dos maiores - se não o maior - sucesso da carreira do cantor. Uma breve pausa e ele retorna para executar a última canção do show, Crossroads, encerrando uma bela apresentação apesar da pouca comunicação dele com o público (apenas um ou dois "Thank You"), e do som um pouco baixo, mas que demonstra por que Eric Clapton é um dos maiores guitarristas de todos os tempos.


Eric Clapton - Key To The Highway Live @ São Paulo, 12/10/2011

Eric Clapton - Before You Accuse Me Live @ São Paulo, 12/10/2011