segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Star Wars: O despertar da Força tem primeiro Teaser divulgado

starwars
Estreiou hoje em algumas salas de cinema nos Estados Unidos o primeiro teaser de "Star Wars: O Despertar Da Força", o episódio 7 da aclamada saga espacial criada por George Lucas.
Nessa nova encarnação, agora com  a Disney pagando as contas e sobre a batuta de J.J. Abrams, o filme mostra eventos que se passam 30 anos no futuro após os acontecimentos de O Retorno do Jedi (Episódio 6), de 1983. O elenco conta com o retorno de personagem aclamados da trilogia inicial como Harison Ford (Han Solo), Carrie Fisher (Leia) e Mark Hamill (Luke Skywalker), e caras novas como John Boyega e Daisy Ridley, que fazem seu debut já nesse teaser.
Devo confessar que embora não goste tanto dos filmes feitos nos anos 90/2000, estou bem empolgado com essa continuação. J.J. Abrams tem provado constantemente ser mestre em contar boa histórias e fez trabalhos excelentes em Jornada nas Estrelas, a escolha de mesclar o elenco original com novos personagens e dar continuidade a saga no futuro me parece acertada para criar um novo arco de histórias sem modificar o que já foi estabelecido por Lucas, além dos efeitos especiais atuais serem bem superiores.
No teaser temos flashs rápidos de Joh Boyega como um Stormtrooper perdido em Tatooine, Daisy Ridley saindo em disparada em uma "moto voadora" , um novo R2D2, e uma figura misteriosa de capa preta e sabre de luz vermelho com direito a "protetores" para não perder a mão durante uma luta (fato comun nos filmes anteriores). Embora mostre pouco da nova história, o teaser serve para atiçar ainda mais a curiosidade dos fãs para a campanha massiva de marketing que virá até o lançamento em Dezembro de 2015.
Ah, o Teaser mostra ainda a Milleniun Falcon, precisa mais?

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Alguma saída?

Eu tento voltar a esse espaço, torna-lo produtivo novamente.
Mas é difícil.
Pensei em escrever sobre o futebol e a copa, os fiascos e acertos, a perda da identidade futebolística nacional, mas tanto já foi dito sobre isso que já não faz mais sentido gastar o teclado.
Uma passada pelos links recomendados visitando os blogs de amigos. Muitos na mesma situação que o meu, sem nada novo. (Exceto pelo belo post do Binho chamado “Ned I”, recomendo a leitura)
E isso me faz lembrar com saudade de quando esse espaço era ativo. Das visitas, comentários e das conexões que eu criava com pessoas que nem conhecia, mas me identificava através de postagens. Talvez seja só o saudosismo do momento, mas como aquilo me parecia mágico e estimulante. Era como desbravar um mundo novo com a possibilidade de fazer o que quisesse, criar e revolucionar, compartilhar e se conectar.
E por bastante tempo esse sentimento ganhou mais força com um projeto maior que gerou muitos frutos, boas amizades e bons momentos.
Mas manter a roda girando parece ser mais difícil do que inventa-la.
Por mais temas que eu tenha interesse, nada desperta a velha chama “isso daria um bom post”.

E me encontro nesse vácuo criativo, onde não componho nem escrevo, sem saber como escapar.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Os melhores discos e músicas de 2013

Fim de ano e as retrospectivas e listas ganham a internet, tv, jornais, etc. Para não ficar de fora, vou compartilhar a minha pequena lista de melhores álbuns e músicas do ano.
Essa foi a lista que enviei para o 505 Indie, e como na votação do blog algumas das minhas escolhas ficaram de fora, achei que elas mereciam ver a luz do dia nesse abismo chamado internet.
Infelizmente não vai dar para escrever comentários sobre as escolhas, mas fiquem a vontade para debatermos o assunto nos comentários! Enjoy!

Melhores Discos de 2013 
(Em ordem)
1. Arctic Monkeys - AM
2. Queens Of The Stone Age - Like Clockwork
3. Daft Punk - Random Access Memories
4. Speedy Ortiz - Major Arcana
5. Paul McCartney - New
6. Pearl Jam - Lightning Bolt
7. Kings Of Leon - Mechanical Bull
8. The Strypes - Snapshot
9. Franz Ferdinand - Right Actions
10. Strokes - Comedown Machine
11. Johnny Marr - The Messenger
12. Deerhunter - Monomania
13. The National - Trouble will find me
14. Black sabbath - 13
15. Arcade fire - Reflektor
16. Beady eye - BE
17. Phoenix - Bankrupt!
18. Savages - Silence Yourself
19. Ganeshas - Cabeça Parabólica
20. John Murry - The Graceless age
21. David Bowie - The Next Day
21. Nevilton - Sacode
23. HAIM - Days Are Gone

Melhores Músicas de 2013
(Sem ordem)

Arctic Monkeys - knee Sockes
Pearl Jam - Lightning Bolt
Daft Punk - Loose Yourself To Dance
Speedy Ortiz -  No Below
Strokes - All The Time
Foxygen - San Francisco
Johnny Marr - Upstarts
The Strypes - What A Shame!
Black Sabbath - The End Of The Begginning
Franz Ferdinand - fresh strawberries
QOTSA - I Sat By The Ocean
Arctic Monkeys - Why'd you only call me when you high
Paul MacCartney - Save Us
Kings Of Leon - Beautiful War
Arcade Fire - Reflektor
Phoenix - Enterteinment
Beady Eye - Fick Of the Finger
Savages - Husbands
David Bowie - where are we now
Deerhunter - monomania
The National - Don't Swallow The Cap

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Pearl Jam - Lightning Bolt

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O Pearl Jam chega ao décimo álbum da carreira com Lightning Bolt. Com um catalogo bem extenso nesses mais de 20 anos de estrada, a banda fez um trabalho que vai agregar alguns hit no seu setlist de 3 horas.
Quase todas as melhores canções do disco estão na primeira metade das 12 faixas do disco. A abertura com "Getaway", um rock direto como o que o quinteto de Seattle sabe fazer de melhor, começa muito bem, tem uma linha de baixa muito legal do Jeff Amment, e ajuda a criar uma expectativa alta para um disco mais pesado e punk. A segunda faixa é o primeiro single lançado, "Mind Your Manners", que também tem uma pegada punk e direta. As duas com certeza vão entrar muito bem nos shows da turnê atual.
"My Father's Son", a terceira do disco,  é outra das músicas mais pesadas do álbum que infelizmente não mantém o padrão das outras.
Vem então a quarta faixa e segundo single "Sirens". A grandiosa balada rock chegou ao primeiro lugar nas paradas americanas e tem tudo para se firmar como mais um clássico da banda. A letra de Eddie Vedder casa perfeitamente com a bela harmonia composta pelo guitarrista Mike McCready, e o piano na medida certa de Boom Gaspar, praticamente sexto membro do grupo.
Na sequência vem a canção que dá nome ao disco, "Lightning Bolt". Outro rock direto e com pegada mais punk, para mim a melhor música do disco, que só podia ter um solo de guitarra um pouco mais longo no final, mas que ao vivo deve soar perfeita. O sexto posto é ocupado por "Infallible", que quase poderia ser um dos pontos fortes do álbum. A canção é boa, mas a introdução e os versos, que me parecem uma tentativa de fazer um rock com levada mais hip-hop não ficaram legais. Da ponte para o refrão, a canção se recupera e melhora, mas o resultado final acaba mediano. Se eles tivessem ouvido AM do Arctic Monkeys antes, poderiam ter acerto mais na levada inicial.
Já "Pendulum" fica como o ponto mais fraco do disco. A canção experimental bem lenta tem algumas frases de biscoito da sorte na letra, como "easy come, easy go" (Vou falar um pouco mais das letras no final), e acaba fazendo o ouvindo se desligar um pouco do álbum, que vinha bem até ela.
Seguindo com os pontos fortes do disco, vem a oitava música "Swallowed Whole". Mais uma balada rock (mais rock, menos balada), com um riff interessante no começo e que vai crescendo com bastante energia.
"Let the Records Play" é outra canção que poderia ter ficado melhor. É uma faixa mais blues, que em alguns momentos me parece uma jam descompromissada da banda. Pode ser que essa fosse mesmo a intenção deles.
"Sleeping By Myself", lembra bem os trabalhos solos de Eddie Vedder, assim como "Yellow Moon", embora essa última seja composta por Jeff Amment. São boas músicas que reforçam a pegada mais tranquila da fase atual da banda. Deve ser a maturidade, ou crise da meia-idade.
Fechando o disco vem a balada piano-violão introspectiva "Future Days". O ponto forte dessa música é que sem perceber, você vai estar cantarolando ela depois que o disco acabar.
Ao terminar o disco, algumas coisas ficam bem claras; a banda como um todo está em ótima forma, os anos tiraram um pouco da fúria do começo de carreira, principalmente nas letras que agora estão menos autobiográficas e mais reflexivas. Em alguns momentos me incomodou o excesso de clichês nelas, como citei antes.
No geral, o álbum começou muito bem e caiu um pouco da metade para o final. Particularmente, levando em conta as declarações da banda antes do lançamento e os primeiro singles, eu tinha uma expectativa bem alta e que acabou não se realizando. É um disco sólido, que confirma que a banda ainda tem muita lenha para queimar, mas que não chega a figurar entre os melhores da carreira.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Pearl Jam divulga mini documentário "Lightning Bolt" com direção de Danny Clinch

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O Pearl Jam está realmente empenhado em fazer uma boa divulgação do seu novo álbum Lightning Bolt, o décimo da carreira da banda.
Depois de liberar dois clipes para as canções "Mind Your Manners" e "Sirens", a banda de Seattle divulgou um mini documentário de pouco mais de 8 minutos onde fala sobre o processo de criação do novo álbum. O filme teve a direção de Danny Clinch e contou com os entrevistadores convidados; Judd Apatow (Escritor, diretor e cineasta), Carrie Brownstein (escritora, musica e atriz), Mark Richards (tetra campeão mundial de Surf) e Steve Gleason (antigo jogador da NFL que tem sindrome de Lou Gehrig que causa perda de funções motoras).
Confira logo abaixo: 
Além disso a banda promete dar sequência nas entrevistas nas próximas semanas, até o lançamento oficial de Lightning Bolt no dia 15 de Outubro.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Pearl Jam libera tracklist de Lightning Bolt com capas de Don Pendleton

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Durante a última semana o Pearl Jam divulgou a tracklist do seu novo álbum Lightning Bolt - lançamento em 15 de outubro - através das redes sociais. Cada anuncio era acompanhado por uma arte feita por Don Pendleton, sendo que a cada dia eram divulgadas duas músicas.
Abaixo nós consolidamos as principais artes feitas por Don Pendleton, assim como o agradecimento do baixista Jeff Ament pela colaboração dele, e claro, o tracklist do disco. Confira!

Lightning Bolt Tracklist
1. Getaway 
2. Mind Your Manners 
3. My Father's Son 
4. Sirens 
5. Lightning Bolt 
6. Infallible 
7. Pendulum 
8. Swallowed Whole 
9. Let The Records Play 
10. Sleeping By Myself 
11. Yellow Moon 
12. Future Days 


O agradecimento do Jeff:


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E as artes com mais detalhes para vocês apreciarem:

PJ_boltcover futuredaysPJ yellowmoonPJ
 
pearl-jam-infalliable sirensPJ getawayPJ
 
MYM 7 fatherson 6 records play
 
8 sleeping 4 swollowed 10 pendulum

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Pono, formato de música digital idealizado por Neil Young, será lançado em 2014

pono
Nos últimos anos, além da reunião da Crazy Horse e do seu projeto de carro elétrico e sustentável, o Lincoln Volt, Neil Young esteve envolvido em outro importante projeto relacionado a qualidade da música digital.
Segundo o músico canadense conta em sua autobiografia, a qualidade da música digital atual, dos formatos MP3 especialmente, não preservam 10% da qualidade original de uma gravação em estúdio. E isso seria uma das causas do declínio da indústria e do interesse das pessoas pela música de qualidade. Neil Young também vê esse projeto como uma forma de colaborar pela melhoria da música como um todo, para que isso traga mais alegria e faça com que as pessoas sintam a música como antigamente. Hippie Dream como na capa da autobiografia.
Então para recuperar a qualidade da música, e com ela todo o calor e sentimento que os artistas querem passar quando estão gravando, Neil Young idealizou o Pono. O formato promete entregar a música em uma qualidade "aprovada pelo artista", equivalente a das fitas masters de estúdio, de forma prática e rápida como já acontece hoje, porém sem a compressão e perda de qualidade dos formatos atuais.
Hoje, na página oficial da Pono no Facebook, Neil Young revelou que o projeto finalmente chegará ao mercado no próximo ano, em nota que reproduzo logo abaixo:
Para todos que amam a música -
Estou muito feliz em trazer algumas boas noticias. Todos nós do time PONO estivemos focados em ter tudo pronto para lançar a Pono no começo de 2014.
O jeito mais simples de descreve o que nós realizamos é que nós liberamos a música dos artistas de um arquivo digital e restauramos isso a sua qualidade artística original - como ela era no estúdio. Então ela tem um poder primitivo.
Ouvir Pono pela primeira vez é como aquela primeira visão da luz do sol quando você sai de um cinema em um dia ensolarado. Demora uns segundos para se ajustar. E então você entra na brilhante realidade, uma maravilhosamente detalhada realidade.
Essa música move você. Então você pode senti-la. E por isso que tantos músicos estão apoiando a PonoMusic - é importante trabalhar pela honra de sua arte. Essa é a forma como eles querem que você escute a música deles.
Pono começa na fonte: nós temos acesso as fitas masters de estúdio aprovadas pelos artista. Então nós trabalhamos com nossos brilhantes parceiros na Meridian para liberar toda a riqueza da música para vocês. Não há nada como ouvir esta música - e nós estivemos trabalhando duro para fazer essa experiencia disponível para todos os amantes da música, o mais rápido possível.
Nossa missão é também fazer a PONO tão acessível quanto qualquer música que você ouça ou compre hoje. Então nós estaremos lançando tanto o PONO portable player - uma versão atualizada daquele modelo que eu mostrei no programa do David Letterman - e uma biblioteca online, com toda a sua música favorita disponível na qualidade PonoMusic. Tudo que você precisa para sentir a música novamente.
Fiquem ligados para mais atualizações. E estejam certos de nos seguir no Facebook e Twitter para as últimas novidades. Esperamos que todos experimentes a Pono quando estiver à sua disposição, e que isso leve você à alma da música.
Yours, for PonoMusic –
Neil Young
Animador, não? Eu particularmente estou muito curioso para ouvir o resultado e qualidade que a PonoMusic promete.
Segundo o Consequence Of Sound informa, a Pono já tem acordo com Warner Music Group para remasterizar todo o catálogo para a qualidade PonoMusic, com negociações com a Sony Music e Universal Music em andamento. Se os acordos se confirmarem até o lançamento, a biblioteca online terá um conteúdo muito grande.
Uma coisa interessante que o Neil contava na biografia era o medo que as pessoas com quem ele conversava sobre a Pono demonstravam da Apple, e como ela reagiria, já que o iTunes tem grade fatia do mercado de música digital atual. Vamos ver como a gigante dos devices vai reagir ao novo player portátil e ao novo formato.
Assim que tivermos mais novidades, manteremos vocês informados. Por enquanto, assistam a entrevisa do Neil Young para o David Letterman:

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Hora de voltar

Depois de uma experiência bem legal em outra casa, que não era minha, é hora de voltar e dar um refresh no Foca Songs
O grande desafio aqui é voltar a escrever, sejam contos, músicas, ou apenas melodias. Depois de tanto tempo preocupado com notícias do meio musical, acabei me distanciando de uma das coisas que eu mais gostava, que era compor e compartilhar aqui não só minhas músicas, mas minhas ideias e opiniões.
Ainda estou pensando em qual formato e direção tomar. 
O certo é que o primeiro passo vai ser uma mudança visual aqui no blog.

Vejo vocês em breve.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

endless sadness

não quero escrever frases que não são minhas
nem escutar canções que não são minhas
não quero copiar pensamentos e ideias
para expressar o que eu sinto

no meio de tanta tristeza, até um sorriso de alegria me faz chorar
o mesmo sorriso inocente que devia me alegrar 
lágrimas que até pouco não existiam
e que por vezes, me parece, não vão acabar

As vezes o pior de se sentir perdido, é que não há para onde fugir
não há canto em seu coração onde os sentimentos não vão encontra-lo
para mais uma vez tortura-lo
com essa dor no peito, maior que a própria tristeza

tristeza que não se explica, se sente
não há Freud que possa ajudar, nem Deus para o qual rezar

então o que resta? Chorar, escrever, cantar?
algo que traga algum alívio para alma?
alguma droga ou bebida nova?
tudo parece vazio e sem sentido
e no vazio deve ficar



quinta-feira, 12 de julho de 2012

And I so fuckin' alone

i'm feeling alone
doin' all on my own
all the people I know
they don't see how I feel

and I keep movin' on
I already wasted my time
foolin' around like a child
I have no more time

for sayin' what people want me to say
for doin' what people want me to do
I just want to free myself

I tried to fix everything
but no matter what I did
things keep getting worse
and now I just too tired
of fight alone and have no support
of figh on my own
and it doesn't matter what I want
or if what I do is right or wrong
doesn't matter what I accomplish
nobody gets satified
and I feel so alone

sábado, 5 de novembro de 2011

As Fortunate As Me


Esse review começa com uma provocação, chupa 1º dia!
Na sexta-feira, dia 04 de Novembro, o estádio do Morumbi recebeu 68 mil pessoas para assistir ao quarto show do Pearl Jam na capital paulista. Aquele transito básico da sexta-feira para chegar ao estádio, mas felizmente consegui um bom lugar na pista para assistir ao show, que começa com 30 minutos de atraso, pra alívio de quem chegou de última hora.
A luzes se apagam e já começa com 'Go', uma porrada do disco que completa 20 anos junto com a banda, Ten, e que não deixa ninguém parado, seguida por 'Do The Evolution', do 'Vitalogy', para dizer a platéia "estamos aqui com 20 anos de estrada e força total!".
'Severed Hand', do disco Pearl Jam (2006), dá um tempo para a parte do público que não conhece os discos mais recentes respirar, quando a balada-rock 'Hail Hail' (No Code) faz uma homenagem aos apaixonados e me faz já estar apaixonado pelo show na quarta música!
Começa 'Got Some' do mais recente trabalho, 'Backspacer', sem muita repercussão aqui no Brasil e que deixa boa parte da platéia assistindo tranquilamante o show, recuperando o folêgo para a primeira grande comoção no estádio, e o título mais longo da história do Pearl Jam, 'Eldery Woman Behind The Counter In A Small Town', do segundo disco Vs. Aquele momento de celulares e cameras acesas e todo mundo cantando junto, fazendo o coro no final, simplesmente lindo! Vem 'Given To Fly'(Yield, 1998), outro sucesso que emociona a todos! A esse altura o Eddie já havia distribuído vários obrigados e arriscado algumas poucas palavras em português, sempre muito simpático com o público.
Outra canção de Backspacer é apresentada, 'Gonna See My Friend', o que mostra que setlist teve um bom equilíbrio entre músicas mais novas e grandes sucessos da carreira. Quando eles tocam 'Wishlist' (Yield), uma das minhas músicas favoritas do Pearl Jam como contei aqui, o show deles é novamente o melhor e eu não tenho mais palavras para dizer o quanto estou feliz por fazer parte daquilo, enquanto todo mundo faz um coro "ôÔôô" no final da música. 'Among the Waves' (também do Backspacer) e 'Setting Forth', do disco solo do Eddie Vedder 'Into The Wild' são tocadas na seqüência, seguidas por 'Not For You', do disco Vitalogy, e 'Even Flow', sucesso do Ten, que leva todo mundo ao delírio, tamanha a energia e a entrega da banda no palco ao executar esse sucesso de 20 anos. 'Unthought Known' e 'The Fixer', do mais recente disco BackSpacer, são tocadas. E em seguida vem duas músicas do início de carreira para fechar a primeira parte do show, são elas 'Once' e 'Black' com um coro no final  criando um daqueles momentos que deviam durar para sempre.

Vem a pausa para o primeiro bis. A banda já tem o público na mão quando o Eddie volta ao palco agradecendo novamente e toca 'Just Breathe' (Backspacer), que está entre as músicas mais bonitas já compostas por ele.  Quando a música acaba, Vedder conta que a próxima canção o faz  lembrar de São Paulo, por que foi durante a primeira passagem deles por aqui que o guitarrista Mike McCready mostrou a música a ele ainda no quarto do hotel. Eles executam 'Inside Job', canção que fecha o disco Pearl Jam (2006) com um show de iluminação deixando o estádio do Morumbi ainda mais bonito naquela noite. 'State Of Love And Trust', que nunca foi lançada em nenhum disco de estúdio, e o single recém lançado apenas pela internet, Olé, agitam o público para outro ponto alto do show começar, quando eles tocam mais duas canções do Ten fechando o primeiro bis, 'Why Go' e o mega-hit 'Jeremy'!
Em algum momento aqui, Vedder se desculpa pelo seu português, pede permissão para falar inglês, agradece a banda de abertura X, agradece ao público por respeita-los e ouvi-los e conta uma história de quando ele falsificou um ID para ir a um show da Banda X e segurou a cerveja do vocalista durante o show.
Na volta para a parte final eles tocam a balada-cover-fofinha 'Last Kiss' e o clássico 'Better Man' (Vitalogy), com coro da platéia no final, mais um daqueles momentos que ficarão eternizados na memória de quem estave lá.  Também do disco Vitalogy vem o lado-B 'Spin The Black Circle', que nos meus devaneios antes do show  pensei como seria legal se a banda a tocasse, e eles tocaram para minha mais completa felicidade. Na sequência tocam 'Alive', o hino da banda executada religiosamente em todos os shows! Eu já esperava pelo agradecimento final quando o Mike começa um riff marcante de guitarra, o Eddie aparece com dois pandeiros e eu grito a plenos pulmões, The Who!!! e a banda toca o cover de 'Baba O'Riley'. Para fechar, um sucesso que não está em nenhum disco, 'Yellow LedBetter', que o Mike compôs inspirada por "Little Wing'  do Hendrix e é sempre tocada pela banda e adorada pelos fãs!
Eles se despedem, sempre muito carinhosos com o público, verdadeiramente felizes pela apresentação ter sido tão incrível. Sem dúvida uma das melhores da banda em solo tupiniquim e nós vamos embora, torcendo para que eles não demorem mais 6 anos para voltar ao Brasil. E eu estou feliz por ser, como diz o verso de Wishlist, "as fortunate as me".

O setlist completo do show pode ser visto aqui!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Voando Alto

 

Foi assim, o Oasis acabou graças a mais uma briga entre os irmão Gallaghers, e no ínicio eu só ficava aliviado por ter assistido ao último show da banda em terras tupiniquins. Logo depois veio a notícia que cada irmão seguiria o seu caminho, o que era bom, por que se uma das maiores bandas do britrock tinha acabado, pelo menos agora tinhamos a perspectiva de duas novas bandas de qualidade. E eu confesso que nunca me empolguei pelo o que o Liam iria fazer. Embora tenha gostado do Beady Eye, eu queria mesmo era ouvir o trabalho solo do Noel Gallagher, afinal ele era meu Oasis favorito.
Aí começaram as entrevistas e notícias, o nome inspirado em uma canção do Jefferson Airplane, a trilogia de singles e clipes, a ansiedade pelo que parecia ser o melhor disco do ano (na minha modesta opinião), o 'vazamento' do disco e então a certeza, já temos o melhor disco do ano!
Rotular qualquer disco como melhor do ano é sempre um risco, mas não hesitei em nenhum momento. Por que o disco não é um mais do mesmo sem a peça mais talentosa, como no caso do Beady Eye. Por que não são só as 3 canções que contam a história dos clipes e formam uma belíssima mini-ópera. 
Ele é também músicas que eu não sei como o Oasis não gravou, como Stop The Clocks. É o melhor do britpop como em Dream On ou Wanna Live In a Dream. É um músico que olha pra frente, não se repete e se o faz, é de tal forma que não soa cansativo. Por que a cada vez que escuto o disco, tenho certeza que ele continuará na minha playlist por muitos anos!

sábado, 15 de outubro de 2011

Eric Clapton is God, em São Paulo

 
No feriado de 12 de Outubro, numa noite fria e com a típica garoa paulistana, 45 mil pessoas foram ao estádio do Morumbi assistir ao show do guitarrista Eric Clapton.
Com pontualidade britânica, o show começa uma dedicatória ao piloto brasileiro, Felipe Massa, e com 'Key To The Highway', do álbum 'Riding with the King', parceria de Clapton com outra lenda do blues, BB King, e a platéia já aplaude calorosamente ao primeiro solo de guitarra (os aplausos se repetiram durante vários solos). O blues toma conta do estádio, com destaque para o cover de Muddy Waters, Hoochie Coochie Man, até que tem início o trecho 'acústico' e intimista do show, com Eric sentado num banquinho e demonstrando todo seu talento ao violão, com fortes raizes do blues, começou com Driftin' Blues, tocou o sucesso 'Lay Down Sally' e uma canção de seu disco mais recente, 'When Somebody Thinks You're Wonderful', para ouvir todo o público cantar junto Layla, em versão parecida com a do Unplugged '92.
Retomando a parte elétrica, Clapton tocou 'Badge' dos tempos de The Cream, para depois emendar o hit 'Wonderful Tonight', com direito a celulares acessos pelo estádio. Passado o momento mais romântico do show, o blues voltou com força total com o clássico 'Before you accuse me', e 'Little Queen of Spades', do bluesman e lenda, Robert Jonhson, a maior influência de Clapton, com direito a solos e improvisos longos, demonstrando toda a qualidade não só do guitarrista, mas também da banda de apoio, formada por Chris Stainton e Tim Carmon nos teclados, Willie Weeks no baixo, o baterista Steve Gadd, e Michelle John e Sharon White nos vocais de apoio.
Todo o estádio se levanta quando começa 'Cocaine', fazendo inclusive o pessoal da platéia vip, sentada até então, se aglomerar a frente do palco para ouvir um dos maiores - se não o maior - sucesso da carreira do cantor. Uma breve pausa e ele retorna para executar a última canção do show, Crossroads, encerrando uma bela apresentação apesar da pouca comunicação dele com o público (apenas um ou dois "Thank You"), e do som um pouco baixo, mas que demonstra por que Eric Clapton é um dos maiores guitarristas de todos os tempos.


Eric Clapton - Key To The Highway Live @ São Paulo, 12/10/2011

Eric Clapton - Before You Accuse Me Live @ São Paulo, 12/10/2011

domingo, 28 de agosto de 2011

Radiohead toca Ceremony do Joy Division

Procurando alguns covers para o 505Indie, encontrei essa versão do Radiohead tocando Ceremony do Joy Divison, gravado durante um webcast que a banda fez em 9 de Novembro de 2007!
A versão não é muito diferente da original, porém a canção é excelente e eu simplesmente não consigo parar de ouvir!




E se quiser ouvir o original também, ela está aí embaixo numa versão demo do Joy Division, já que a canção tem também outra versão já com o New Order.



E deixo a letra para vocês cantarem junto também!

Ceremony 
(Joy Division)

This is why events unnerve me
They find it all a different story
Notice whom four wheels are turning
Turn again and turn towards this time
All she asks the strength to hold me
Then again the same old story
World will travel oh so quickly
Travel first and towards this time

Oh I'll break them down, no mercy shown
Heaven knows It's got to be this time
Watching her, these things she said,
Times she cried, to frail to wake this time

Oh I'll break them down, no mercy shown
Heaven knows It's got to be this time
Avenues all lined with trees
Picture me and then you start watching
Watching forever, forever
Watching love grow, forever
Letting me know, forever

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Novo Projeto no AR: 505Indie

Como eu já havia comentado, estava trabalhando em um novo projeto e agora ele está oficialmente no ar!
E já começamos com a notícia do Live Stream do Lollapalooza e o anúncio das datas do festival no Brasil em 2012!
O site vai cobrir o que rola na cena Indie mundo a fora, grandes festivais, bandas nacionais, cinema, literatura, series de TV, cultura POP em geral e para dar conta de toda esse empreitada contamos com a orgulhosa equipe de 10 colaboradores:
Flavio Testa - @flaveus
(EU) Rodrigo Fonseca - @rodrigoffonseca
Renan Couto - @renancouto
Lucas Camporezzi - @lucascamporezzi
Lucas Moreira - @lucasjmor
Anna Livia - @annaliviams
Lua Specian - @luaspecian
Raphael Pousa - @raphapousa
Carol Munhoz - @carolmunhoz
Rafael Gomes - @rafaelgomis


Para acompanhar tudo que vai rolar no 505Indie, só ficar ligado nos links aí embaixo:

Twitter: @505indie

domingo, 31 de julho de 2011

Um novo projeto!

Embora eu ainda não possa divulgar maiores detalhes, lá vai:
Ontem comecei a convite do amigo @Flaveus um projeto de um novo site!
Vamos fazer reviews de shows (In Loco ou pela web), divulgar links para streaming/download de shows e discos, falar de tudo que rola na música (Indie, Rock, Pop), séries de TV, Cinema, Literatura, falar da cena independente das bandas brazucas, dos festivais que nosso país vai receber, cultura pop, enfim, repercuti o hype como já fazemos diariamente.
A ídeia é ser um site bem colaborativo, linkado com todas as redes sociais e que vai contar com uma equipe de 10 pessoas de primeira linha! (afinal pra dar conta de todos esses assuntos, vamos ter que nos desdobrar!)
O primeiro contato com a galera do blog foi sensacional e passamos o sábado inteiro praticamente fervilhando idéias pro site e tudo mais!
Claro que FocaSongs vai continuar existindo! Alguns posts daqui vão parecer no novo projeto e vice-versa, e acho que ele vai ser bom pra me fazer produzir mais e variar mais o assunto e alimentar mais o FocaSongs também!
Tão logo eu possa postar mais novidades aqui, vocês vão ficar sabendo!
Enquanto isso, a única coisa que posso adiantar são os membros da equipe do projeto! Sigam a galera aí!


Flavio Testa - @flaveus
(EU) Rodrigo Fonseca - @rodrigoffonseca
Renan Couto - @renancouto
Lucas Camporezzi - @lucascamporezzi
Lucas Moreira - @lucasjmor
Anna Livia - @annaliviams
Lua Specian - @luaspecian
Raphael Pousa - @raphapousa
Carol Munhoz - @carolmunhoz
Rafael Gomes - @rafaelgomis

sexta-feira, 29 de julho de 2011

10 anos se passaram

Ia passar em branco, mas eu acabei de me lembrar de como fiquei conhecendo os Strokes e achei que valia contar aqui como homenagem aos 10 anos que o disco de estréia da banda, "Is This It", completa hoje.
Eu tinha acabado de sair do colégio técnico e fazia meu primeiro estágio. E como bom estagiário que não tinha muita coisa pra fazer, passava parte das manhãs lendo jornal, em especial a Ilustrada e o Folha Teen da Folha de São Paulo. Eu lia religiosamente a coluna - já finada - "Escuta Aqui" do Álvaro Pereira Jr. que sempre trazia alguma novidade do rock - no caso Indie rock - e um CD Player que ele dava um Play, Stop e Pause para suas preferências.
Embora ele fosse um tanto rabugento (tô sendo bonzinho aqui) e detonasse as bandas nacionais, eu gostava de ler por que me apresentava um mundo novo que eu não tinha acesso na época. E salvo um engano da minha memória, foi na coluna dele que eu li pela primeira vez sobre os Strokes. A banda de Nova York que nem tinha gravado um disco e já diziam ser a salvação do rock, o novo Nirvana, e ainda por cima tinha um baterista brasileiro! A banda fazia apresentações explosivas nos clubs de New York e todo mundo estava ansioso pelo primeiro CD!
E aqui entra outro fato histórico, em 2001 o download de mp3 pela internet estava fervilhando! Todo mundo descubrindo aquela facilidade, as gravadoras (e o Metallica) querendo matar o Napster e quem baixasse música - como eles chamavam - "ilegalmente". Me aproveitei disso pra baixar 3 músicas que o Álvaro indicava; Modern Age, Last Nite e New York City Cops e bem... foi amor a primeira audição!
O disco saiu e eu e o Eduardo (um amigo que fazia estágio comigo) conseguimos convencer o Gil (que trabalhava com a gente) a comprar o CD e foi assim que pus as mãos naquele disco com a "bunda de fora" na capa! (A capa chegou a ser censurada no USA e ganhou uma versão alternativa)

Lembro ainda de ter lido uma crítica na Ilustrada que terminava da seguinte maneira: "Não é o novo Nirvana, são só os Strokes, mas isso já é um bom começo". E na verdade era um excelente começo!
Tanto que a última faixa do disco, Take It or Leave It, já intimava a abraçar a nova leva de banda que vinham na cola dos Strokes.
Se você pensar bem,  a maior banda da década '00 como bem define meu amigo Flaveus, foi quem abriu alas para toda uma geração de bandas de Indie Rock que iria dar um novo gás pro bom e velho Rock'n'Roll.
Fico por aqui feliz por ter me lembrando de tanta coisa legal escrevendo esse post e deixo com vocês a letra e o video de...
Take It or Leave It.
(Strokes)

Leave me alone
I'm in control
I'm in control
And girls lie too much
And boys act too tough
Enough is enough

Well, on the minds of other men
I know she was

I said just take it or leave it
And take it or leave it
And take it or leave it
And take it or leave it
Oh, just take it or leave it
And take it or leave it
Oh, take it

I say oh, he's gonna let you down
He's gonna let you down
He's gonna let you down
And gonna break your back for a chance
And gonna steal your friends if he can
He's gonna win someday

I fell off the track
Now i can't go back
I'm not like that

Boys lie too much
Girls act too tough
Enough is enough

Well, on the minds of other girls
I know he was

I said you take it or leave it
And take it or leave it
And take it or leave it
And take it or leave it
Oh, just take it or leave it
And take it or leave it
Oh, take it

That's right

Oh, he's gonna let you down
He's gonna let you down
He's gonna let you down
And gonna break your back for a chance
And gonna steal your friends if he can
He's gonna win someday
Oh, he will

sábado, 16 de julho de 2011

Ainda existe rock nacional!

Sim senhores e senhoras! Ele ainda existe, não é colorido, e é do bão!
(E me desculpem se eu exagerar nos superlativos durante o post)
Acabo de chegar do show do Lobão no Auditório Ibirapuera, e esse show veio na hora certa. Eu estava meio indeciso se fazia ou não um post sobre a biografia dele que acabei de ler, e depois do show decidir deixar pra lá a biografia e falar que o rock nacional estaria bem melhor se nós tivessemos mais uns 5 ou 6 Lobões por aí!
Vamos ao que interessa:
O show que assisti faz parte da turnê Elétrico 2011 e essas duas apresentações (fui na de sexta, tem outra sábado) vão ser gravadas para o que deve se tornar o futuro DVD da turnê. E acho que a escolha do local foi excelente, o auditório Ibirapuera proporciona uma ótima acústica, confortável para a platéia, visão completa do palco de qualquer lugar que você sentar (os lugares são numerados e respeitados) e proximidade entre artista e platéia.
Antes do concerto começar, teve a exibição (era pré-estreia) do documentário Lobão - Não Há Estilo Sem Fracasso, um curta que fala sobre o lobão e seu relacionamento com as gravadoras, rádio, mainstream e sua prisão. O trailer você pode conferir aqui.
E aí após o breve filme que serve pra deixar um gosto de "quero mais" as luzes se apagam e a banda vem ao palco, e a introdução vem com uma pauleira de primeira qualidade, com um riff que me lembrou "In my Time of Dying" do Led nos primeiros minutos, e que vou ficar devendo o nome da música de abertura, por que não consigo lembrar o nome agora.
Na sequência veio "Mais uma vez" do disco "A vida é doce" com um arranjo bem mais legal e pesado! Alias, todas as músicas estão mais pesadas, e o show realmente faz jus ao nome de ELÉTRICO!
Logo que pensei que para todo aquele rock e guitarra em alto e bom som, toda a platéia sentada não combinava e a vontade de sair pulando era grande!
"Bambino" do "Ronaldo foi pra Guerra" e também presente no Acústico MTV (diga-se de passagem minha versão favorita), ganha um novo arranjo e continua animal!
Entra então "El Desdichado II" com a breve introdução de "essa música eu fiz para um amigo que morreu", história contada no livro, mas que acaba sendo uma canção autobiográfica e ganha uma alteração na letra com ele cantando: "o terror da próxima edição dos jornais que gritam, me devassam, mas não me silenciam".
Detalhe nessa música para a bateria que ganha ares de escola de samba no refrão e a performance alucinada do Lobão.
Uma paradinha e a introdução de "Decadence Avec Elegance" é a senha para o pessoal se levantar e descer para perto do palco, que logo fica repleto de gente em frente. O que graças a ótima disposição de lugares do auditório não prejudica em nada a visão pra quem, assim como eu, ficou sentado no seu lugar.
Vem depois - e não necessariamente nesse ordem por que não decorei o setlist - "Tão Menina", música feita para a irmão do Lobão e também do "A vida é doce", "Canos Silenciosos", para delírio da galera, "A Queda", igualmente delirante e "Me chama" cantada em uníssono pela platéia, afinal clássicos são clássicos!
A seguir com a breve apresentação de que essa canção está no filme cilada.com (ele não fala o filme, apenas que é do amigo dele Bruno Mazzeo), começa uma das canções mais bonitas na minha opinião, "Por Tudo Que For" que tem um momento épico com o solo de guitarra!
Seguida por mais uma balada, e parceria com o Júlio Barroso, "Noite e Dia". E eu já ia me esquecendo, com certeza foi tocada antes, mas teve "Os tipos que eu não fui", também do disco Ronaldo Foi Pra Guerra, com um novo arranjo simplesmente espetacular! Já gostava da original, gostei ainda mais da versão ao vivo!
Então é anunciada a música inédita que abre o livro, "Das Tripas Coração", que foi feita em homenagem ao Júlio Barroso, Cazuza e Ezequiel Neves. (Pra minha surpresa eu já tinha decorado a letra!)
Você confere ela e a letra no final do post, ok?
Rolou ainda "Vida Louca Vida", "Vida Bandida" com direito a mosh de um cara que subiu no palco para pular, "A vida é doce" também compareceu com mais uma interpretação apaixonada do Lobão, e "Song For Sampa", que é inédita e fecha o livro, dedicada a São Paulo (não diga!) e com o telão no fundo mostrando o trânsito de carros na terra da garoa. Pra fechar veio "Rádio Blá" com break para apresentação da banda e encerrando o show para muitos aplausos e o grito de mais um!
Na volta do bis, para minha mais completa alegria, ele tocou "Você e a Noite Escura" que eu não entendo como um música tão boa assim pode não ter tocado no rádio! Teve a belíssima canção de amor "Vou Te Levar" e na sequência ele fez uma versão de Help que nem sei como descrever, meio blues arrastado, meio Lobão, enfim, achei foda!
E pra fechar com muita alegria o show, como ele mesmo diz, talvez a única música alegre que ele fez, "Corações Psicodélicos"!
ufa... terminava assim o melhor show de rock nacional que eu já assisti, o segundo show do lobão que eu assisto (curiosamente o primeiro foi o de lançamento do "Canções dentro da noite escura", meu disco favorito dele, que foi em Lorena!), e que me deu a certeza que tem gente fazendo rock nacional de altíssima qualidade fora do que toca nas rádios e tevês.
ah, pra finalizar um super elogio a banda que faz o show acontecer: Duda Lima no baixo e vocal, Michelle Abu na Bateria (com B maiusculo por que ela toca uma Barbaridade), André Bava na guitarra e um tecladista/percussionista/guitarrista que me fugiu o nome, mas que juntos fazem um show impecável. E claro o Lobão, que nos altos dos seus 50 anos faz um show cheio de energia, fúria e ternura!
Dou boa noite para vocês e espero que gostem da música abaixo! =)

Das Tripas Coração
(Lobão)

Quem foi que disse a você, quero saber
Que perder é o mesmo que esperar?
Quero saber quem é que vai ficar tranquilo
perdido na beira do abismo, sangrando?
Se você pudesse ter alguém de joelho aos teus pés
A pedir o teu final
Sussurrando todo seu calor na tua orelha
Procurando uma palavra que não fosse em vão
Que fizesse você compreender...

Que eu abandono meu lugar rasgando as veias
Derramando o meu amor pelas areias
Anuncio um lindo sol radiante
A última alvorada em teu semblante
E na perfeição de um céu sem sombras
A gente vai se encontrar

Quem é que vai zombar desse Deus trapaceiro
Nesse Rio de Janeiro
Quem é que vai anunciar a próxima atração
E uivar pra lua cheia gargalhar dos tormentos do mundo

Quem é que vai ficar sorrindo jogando palavras ao mar
Vendo a terra toda estremecer
Quero saber quem é que vai guardar toda essa dor
De ficar sozinho no convés sem a tripulação
Sou eu...

Que abandono meu lugar rasgando as veias
Derramando o meu amor pelas areias
Anuncio um lindo sol radiante
A última alvorada em teu semblante
E na perfeição de um céu sem sombras
A gente vai se encontrar

E das tripas coração mais uma tarde
Pra levar o meu amor pra eternidade
Meu amigo, por favor, me aguarde
Que a gente vai se encontrar
Que a gente vai se encontrar


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dia Mundial do Rock



Hoje é Dia Mundial do Rock, e em homenagem a essa data vou postar novamente um poema que escrevi há quase 2 anos... enjoy!

Sobre o Rock

O rock é vida
Te anima, te inspira e te aquece
O rock é morte
Te droga, te embebeda e suicida

O rock é fácil
Três acordes, atitude e coragem
O rock é dificil
Trabalho duro e muita dedicação

O rock é tudo
guitarra, baixo e bateria
O rock é nada
sua companhia sozinho no quarto

O rock é leve
sexo, drogas e diversão
O rock é pesado
uma voz no seu ouvido no trabalho

O rock é paz
Cantando o amor com rosas nas mãos
O rock é guerra
Disparando contra todos numa batalha

O rock é amor
Que você sente e te acolhe
O rock é odio
Que você descarrega e alivia
O rock errou
Já diria Lobão
O rock acertou
Com a guitarra na mão

O rock é um motorista
Dirigindo pela cidade a noite
Vendo um mendigo sentado num banco
Cantando elvis para o cachorro

O rock é antigo
Vallens, lennon e Stones
O rock é novo
hermanos, Radiohead e Strokes

O rock é viagem
Page, Hendrix e Clapton
O rock é delirio
Syd, Cobain e Morrison

O rock é um mágico ilusionista
Que te abre as portas de percepção
É sua escada para o céu
Sua estrada para o inferno

(Rodrigo Fonseca - 10/09/2009)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mais uma lista e a justa homenagem a Johnny Cash

Aí que na semana passada a revista NME divulgou a sua lista de 100 melhores clipes de toda a história, e foi uma boa surpresa ver que muitos clipes que listamos aqui estão entre os que eles escolheram também!
A lista completa, inclusive com os videos de todos os clipes, pode ser encontrada nesse link ai: http://www.nme.com/list/100-greatest-music-videos/217342
Não vou avaliar a lista e embora a segunda posição com Just do Radiohead vá render um post futuro, quero comentar apenas o primeiro lugar, Johnny Cash e sua versão magistral de Hurt!
Cash (falecido em 2003) é bem novo na minha playlist, deve ter menos de 2 anos e entrou quando um amigo me passou uma coletânea do "Man In Black" e enquanto ia sendo apresentado a Ring of Fire, Jackson, Man in Black e outros sucessos, me surpreendo com a canção que fechava o CD, The Wanderer do U2!
E foi aí que me dei conta que ele cantava a última canção do Zooropa, que eu conheço desde 98 mas por um desses pecados de negligenciar os créditos do encarte do CD, não sabia quem cantava.
Depois dessa apresentação tive um maior interesse pela obra e história do cantor folk/country com voz grave e estilo inconfundível. E aí um tempo depois assisti a "Johnny & June" (2005)  que conta a história de Cash, seu começo, as turnês junto com Jerry Lee Lewis e Elvis (que apresentaria a ele as anfetaminas), as drogas e o amor pela June Carter. O filme é excelente e a atuação do Joaquin Phoenix no papel principal é sem dúvida uma das melhores da carreira do ator. Recomendo que assistam, se é que ainda não o fizeram.
E aqui voltamos ao ínicio do post, a lista dos melhores clipes da NME, com Johnny Cash e sua - já falei que é brilhante? - versão de Hurt

Hurt
(Trent Rezno do Nine Inch Nails)

I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real

The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything

What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end

And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt..

I wear this crown of thorns
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair

Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here

What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end

And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt

If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way