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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

4 acordes e um canção!

E tinha tempo que eu não escrevia sobre música aqui no blog, então vamos lá!
O Neil Young tem um trabalho de 1995 chamado MirrorBall que foi gravado com o Pearl Jam! Isso mesmo, músicas do Neil Young tocadas por ele e Eddie Vedder e sua trupe! Por questões autorais e tal, eles não puderam utilizar o nome Pearl Jam, porém todas as faixas são tocas pelo Mike McCready (Guitar); Stone Gossard (guitar); Jeff Ament (bass); Jack Irons (drums) e Eddie Vedders (Backing Vocals). A banda inclusive acompanhou o Neil em alguns show pela Europa - menos o Eddie - junto com o tecladista O'Brian. Outra curiosidade é que tudo foi gravado em 4 dias em Seatle e várias músicas foram escritas (todas pelo Neil Young e "Peace and Love" em parceria com o Vedder) durante as jam sessions que eles faziam.
Peace and Love que eu já citei é uma das grandes canções do disco, assim como "Downtown" que traz referência a Led Zeppelin e Hendrix e "Song X" que fala sobre o aborto.
A minha favorita é uma canção de 4 acordes, sequencia em G (sol) que tem seus 7:36 e uma letra sem refrão. Não sei dizer sobre o que ela fala (embora o tema principal seja amadurecimento), provavelmente você vai ter uma interpretação diferente da minha, então vou apenas deixar a letra e o video para que você se divirta!
Enjoy!

I'm the ocean
(Neil Young and Pearl Jam - MirrorBall)

I'm an accident
I was driving way too fast
Couldn't stop though
So I let the moment last
I'm for rollin'
I'm for tossin' in my sleep
It's not guilt though
It's not the company I keep

People my age
They don't do the things I do
They go somehwere
While I run away with you
I got my friends
And I got my children too
I got her love
She's got my love too

I can't hear you
But I feel the things you say
I can't see you
But I see what's in my way
Now I'm floatin'
Cause I'm not tied to the ground
Words I've spoken
Seem to leave a hollow sound

On the long plain
See the rider in the night
See the chieftain
See the braves in cool moonlight
Who will love them
When they take another life
Who will hold them
When they tremble for the knife

Voicemail numbers
On an old computer screen
Rows of lovers
Parked forever in a dream
Screaming sirens
Echoing across the bay
To the old boats
From the city far away

Homeless heroes
Walk the streets of their hometown
Rows of zeros
On a field that's turning brown
They play baseball
They play football under lights
They play card games
And we watch them every night

Need distraction
Need romance and candlelight
Need random violence
Need entertainment tonight
Need the evidence
Want the testimony of
Expert witnesses
On the brutal crimes of love

I was too tired
To see the news when I got home
Pulled the curtain
Fell into bed alone
Started dreaming
Saw the rider once again
In the doorway
Where she stood and watched for him
Watched for him

I'm not present
I'm a drug that makes you dream
I'm an aerostar
I'm a cutlass supreme
In the wrong lane
Trying to turn against the flow
I'm the ocean
I'm the giant undertow

I'm the ocean
I'm the ocean
I'm the giant undertow
I'm the ocean
I'm the giant undertow
I'm the ocean
I'm the ocean


PS: Detalhe para o final do video em que ele canta um trecho do Fallen Angel, do mesmo disco, com a mesma melodia, porém só com teclados no original. 

sábado, 18 de setembro de 2010

A continuação de "um dia na vida"


Engraçado como algumas canções se alojam no nosso subconsciente e ficam em "loop" na nossa mente. Esse tem sido meu caso com "A Day In The Life" nessa semana.
A tara começou quando vi um video do Jaques Sobretudo, no qual ele filosofa sobre a última música do Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967) e as versões da música de Neil Yong e Jeff Beck.
São versões bem diferentes. Jeff Beck faz uma versão instrumental na qual mostra seu talento na guitarra - e sinceramente tinha tempo que não ouvia um som virtuoso e achava legal - enquanto o Neil Young leva nãoseiquantas mil pessoas no festival de Glastonbury'09 ao delírio.
Então caso você não conheça "A Day In The Life" dos Beatles, faça um favor a si mesmo e vá para o post abaixo para ouvir a versão original antes de ouvir os covers, e depois escolha seu favorito!

Jeff Beck live at Ronnie Scott's


Neil Young live at Glastonbury'09



terça-feira, 14 de setembro de 2010

Letras e curiosidades!


Hoje o post vai falar de duas músicas e duas letras de artistas diferentes e tratar de uma curiosidade envolvendo elas.
Você provavelmente já ouviu os versos de "Sweet Home Alabama" do Lynyrd Skynyrd (pronunciado 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd) que dizem: 
"Well I heard mister Young sing about her / Well, I heard ole Neil put her down / Well, I hope Neil Young will remember / A Southern man don't need him around anyhow".
Essa parte da letra é uma resposta a música "Southern Man" (e também de "Alabama") do Neil Young que fala sobre racismo e a escravidão que existiam na região sul dos Estados Unidos.
Então quando "Sweet Home" foi escrita era uma tributo ao estúdio Muscle Shoals onde o Lynyrd Skynyrd haviam gravado em 1971 e também as coisas boas do Alabama, respondendo que haviam lá mais do que pessoas racistas e presas ao passado.
Entretanto, nunca houve uma richa entre eles por causa das músicas e respostas. Eles sempre trataram o tema de forma amistosa e o Neil Young inclusive tocou "Sweet Home" uma vez em 1977 no memorial pela morte de 3 membros do Lynyrd Skynyrd em um acidente de avião naquele mesmo ano.

Ficam aí as letras e músicas para ouvirem, lerem e tirarem suas próprias conclusões!

Southern Man

Southern man better keep your head
Don't forget what your good book said
Southern change gonna come at last
Now your crosses are burning fast
Southern man

I saw cotton and I saw black
Tall white mansions and little shacks.
Southern man when will you pay them back?
I heard screamin' and bullwhips cracking
How long? How long?

Southern man better keep your head
Don't forget what your good book said
Southern change gonna come at last
Now your crosses are burning fast
Southern man

Lily Belle, your hair is golden brown
I've seen your black man comin' round
Swear by God I'm gonna cut him down!
I heard screamin' and bullwhips cracking
How long? How long?



Sweet Home Alabama

Big wheels keep on turning
Carry me home to see my kin
Singing songs about the Southland
I miss Alabamy once again
And I think its a sin, yes

Well I heard mister Young sing about her

Well, I heard ole Neil put her down
Well, I hope Neil Young will remember
A Southern man don't need him around anyhow

Sweet home Alabama

Where the skies are so blue
Sweet Home Alabama
Lord, I'm coming home to you

In Birmingham they love the governor

Now we all did what we could do
Now Watergate does not bother me
Does your conscience bother you?
Tell the truth

Sweet home Alabama

Where the skies are so blue
Sweet Home Alabama
Lord, I'm coming home to you
Here I come Alabama

Now Muscle Shoals has got the Swampers

And they've been known to pick a song or two
Lord they get me off so much
They pick me up when I'm feeling blue
Now how about you?

Sweet home Alabama

Where the skies are so blue
Sweet Home Alabama
Lord, I'm coming home to you

Sweet home Alabama

Oh sweet home baby
Where the skies are so blue
And the governor's true
Sweet Home Alabama
Lordy
Lord, I'm coming home to you
Yea, yea Montgomery's got the answer 


 

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Listas e mais listas... dessa vez: Covers!


Esse eu posso seguramente dizer que é o ano das listas aqui no #FocaSongs!  Teve lista das 100 maiores músicas, dos 10 melhores clipes dos anos 90, a banda dos sonhos do rock nacional... e hoje resolvi fazer uma listinha pessoal, sem votações ou pretensões de melhores, dos covers que mais gosto. Apenas fiz um catadão dos meus mp3's e separei os covers mais marcantes pra mim, inclusive alguns que eu gosto mais que a versão original!
Segue a lista, com o link para a música no youtube e entre parenteses o nome do artista original.

Deep Purple - Hush (Billy Joe Royal)
Taí um cover que ficou tão famoso que quase ninguém sabe que é cover, mas é. Antigamente era bem mais difícil para uma banda gravar um disco, e era comum sempre incluir um cover para tentar alavancar as vendas. O Deep Purple gravou sua versão de Hush no seu primeiro disco, Shades of Deep Purple, de 1968, um ano depois da versão original ser lançada.
Detalhe para o video no youtube, apresentação ao vivo de '69! A primeira formação do Purple com Rod Evans nos vocais (prefiro Gillan) e Nick Simper no Baixo (também prefiro o Glover), o Blackmore já marrento em início de carreira, sem contar as roupas e cabelos tipícos da época e a galera viajando e dançando em volta da banda!


Além de uma voz potente e muito talento, Cássia Eller tinha o dom de regravar canções de um jeito que quando você escutava a versão dela, era como se ouvisse a música pela primeira vez. Não podia deixar ela de fora dessa lista. Entre tantas versões que já ouvi de Little Wing, essa é sem dúvida a mais bonita!
A voz dela dizendo "Take anything you want from me... you can take anything... anything..." fica ecoando na minha cabeça... fly on... fly on... fly on...

Você vai achar uma dúzia de músicas do The Who regravadas pelo Pearl Jam, a maioria em bootlegs. Escolhi essa que é trilha sonora do filme "Reine Sobre Mim", pra mim a melhor versão que o Pearl Jam já fez.
Ganha até de "Hide Your Love Away" (Beatles) gravada para a trilha sonora do "I am Sam", ou da famosinha "Last Kiss"!
Sem contar que essa é a melhor música do disco Quadrophenia do The Who!

Não tem muito o que falar, Placebo tocando Smiths, ou como fazer um cover atual de uma canção anos 80! Acho que o Johnny Marr sentiu uma ponta de inveja quando ouviu os arranjos dessa versão. =P

Você pode não saber quem é Jeff Healey (R.I.P). Ele é um guitarrista canadense, cego, que desenvolveu um estilo único de tocar guitarra. Ele aparece (e faz trilha sonora) no filme "Matador de Aluguel" (Road House - 1989) tocando com sua banda dentro de uma jaula (?) naquele barzinho mequetrefe onde o personagem principal, Patrick Swayze (R.I.P.), trabalhava. (Aposto que você lembrou desse filme que o Patrick Swayse faz um segurança barra pesada e bom de briga).
A versão dele para esse clássico dos Beatles é simplesmente espetacular.

Só fui conhecer essa música do Bob Marley pela versão inspiradíssima dos Black Crowes no disco "The Southern Harmony And Musical Companion". Ouçam!

Summertime Blues é outra que tem várias versões e pouca gente sabe quem foi o compositor original. Foi um cara conteporâneo de Elvis, chamado Eddie Cochran, que gravou ela pela primeira vez em 1958. A versão dos Beach Boys é sem dúvida a mais famosa e conhecida.
Ah, o The Who também tem uma versão dessa música, um "pouco" mais pesada.

Cake é uma banda que em nada, nada mesmo, lembra o Black Sabbath! E talvez seja isso que torna esse cover tão interessante. Já imaginou um solo de trompete no meio de War Pigs sem o peso todo da guitarra de Tony Iommi? Acho que você não vai conseguir imaginar isso, só ouvindo mesmo!

Aqui foi uma decisão difícil entre "In the Pines" (o outro título conhecido dessa música) e o cover de "The Man Who Sold The World" de David Bowie, gravado também no brilhante "Unplugged MTV" do Nirvana. Sinceramente como música e versão até acho que "The Man Who Sold the World" seja melhor, porém a interpretação do Kurt Cobain nessa versão de uma canção Folk americana, que data de 1870 (aproximadamente) e ninguém sabe quem foi o compositor original, é a mais emocionante de todo o disco. A parte final quando o Kurt canta - porque por mais que pareça, ele não grita - "my girl, my girl, don't lie to me... tell me where did you sleep last night" é de arrepiar qualquer pessoa que goste verdadeiramente de rock.

E pra fechar a lista, mas não menos importante, não tinha como fugir de duas referências recorrentes ao blog: Neil Young e Radiohead! Descobri essa versão por acaso. É uma apresentação ao vivo do Radiohead no Electric Lady Studio em New York (sim, o famoso estúdio criado pelo Jimmy Hendrix), bem informal, na qual o Tom Yorke assume o piano sozinho, faz uma pausa para falar pro Johnny "não atrapalhar", e dá um show nessa versão. É possível achar outras com qualidade de áudio e imagem melhores por aí, mas essa tem um charme... algo como se você pudesse ver ele tocando sua música favorita no piano em sua casa.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Old Man, Look at my life


Pra fechar o mês hoje fica um post que estou guardando há um tempo. 
É uma canção do Neil Young da qual eu gosto muito, principalmente da versão voz e violão que postei junto a letra!
Vale o pena assistir o video com uma interpretação ao vivo de 1971, cheia de inspiração e emoção do Neil Young ainda bem jovem, por coincidência com 26 anos (ele nasceu em 1945), a mesma idade que eu tinha até ontem!
O que me lembra alguns dos grandes ícones do Rock morreram com a idade que eu tenho hoje... ah, os 27 anos... E me lembra também de uma conversa que tive com um amigo tempos atrás, de como a maioria dos caras que se torna notável (principalmente no mundo da música) faz sua obra-prima antes dos 27. Parece ser a idade limite para o cara brilhar, fazer uma coisa muito foda e aí morrer ou aproveitar sua carreira de sucesso uma vez que sua obra-prima já está feita e seu nome na história.
Bem... Vamos ver o que esses 27 me reservam! =D

Espero que gostem da música tanto quanto eu! 

Old Man 
(Neil Young)

Old man look at my life,
I'm a lot like you were.
Old man look at my life,
I'm a lot like you were.

Old man look at my life,

Twenty four
and there's so much more
Live alone in a paradise
That makes me think of two.

Love lost, such a cost,

Give me things
that don't get lost.
Like a coin that won't get tossed
Rolling home to you.

Old man take a look at my life

I'm a lot like you
I need someone to love me
the whole day through
Ah, one look in my eyes
and you can tell that's true.

Lullabies, look in your eyes,

Run around the same old town.
Doesn't mean that much to me
To mean that much to you.

I've been first and last

Look at how the time goes past.
But I'm all alone at last.
Rolling home to you.

Old man take a look at my life

I'm a lot like you
I need someone to love me
the whole day through
Ah, one look in my eyes
and you can tell that's true.

Old man look at my life,

I'm a lot like you were.
Old man look at my life,
I'm a lot like you were. 

 

terça-feira, 16 de março de 2010

Covers!!!

Quem acompanha o blog sabe de dois artistas de gerações diferentes que são sempre citados por aqui, o Radiohead e o Neil Young. Hoje quase sem querer achei algumas versões de músicas do Neil Young tocadas pelo Radiohead! 
É interessante observar como as influências se repetem e formam um ciclo. Duas gerações, uma influênia a outra e continuam influênciando as novas gerações com seu som.
As versões são excelentes, tanto que achei que mereciam um post para elas!
Detalhe para a "After the Gold Rush" tocada só pelo Tom York no piano, com direito a uma paradinha para dizer pro John deixar ele continuar sozinho!
Vou colocar o video das versões cover do Radiohead e também o link para a letra. Não vou postar as letras pra não ficar um post muito longo!
Boa audição para vcs! =D

Radiohead - After the Gold Rush
Letra: After the Gold Rush - Neil Young


Radiohead - Faust Arp with Tell Me Why


Radiohead - On The Beach 


Radiohead - Cinnamon Girl

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

What a Killer!





Neil Young está virando presença constante aqui no blog!
Hoje estava ouvindo Cortez, the killer, música do álbum Zuma de 1975 e comecei a prestar atenção na letra que me chamou muito a atenção!
A letra fala sobre Hernán Cortez, conquistador espanhol que foi responsável pela conquista do Mexico por volta de 1500 pelos Espanhois. Também cita o Imperador Azteca, Moctezuma II, a civilização e feitos Aztecas, como na terceira e quarta estrofe, e seu fim... atribuindo isso a Cortez, what a killer!
Achei muito interessante ele ter uma letra sobre esse tema!
Historicamente, muitas civilizações desapareceram depois que outra mais "avançada" invade seu espaço. Podemos observar isso na história brasileira e as várias tribos indigenas que foram dizimadas com a conquista portuguesa. Na America latina como um todo, temos exemplos de civilizações ricas e poderosas que sucumbiram ao domínio espanhol, como os Maias e Incas, além dos Aztecas. Muitas delas deixaram obras e conhecimentos que até hoje são um mistério, e causam espanto se pensarmos que muitos anos atrás, eles já possuiam tal conhecimento, porém com certeza muito da cultura deles se perdeu ao longo dos anos com a imposição de uma nova cultura.
E inevitável pensar o que aconteceria se não houvessa a expansão colonial de Portugal e Espanha, o que teria acontecido a essas civilizações. Será que teriam se expandido também, evoluido e continuariam existindo até hoje? Como será que elas eram realmente?
Afinal só conhecemos o que conta os livros de história, e eles são escritos por quem vence a batalha.
A letra aborda de modo romantico e parcial um pouco dessa relação, mas não foca muito no conflito entre "novo" e "velho" Mundo.

Achei inclusive um site que discute a letra: http://www.thrasherswheat.org/fot/cortez.htm

Cortez, The Killer

He came dancing across the water
With his galleons and guns
Looking for the new world
In that palace in the sun.

On the shore lay Montezuma
With his coca leaves and pearls
In his halls he often wondered
With the secrets of the worlds.

And his subjects gathered 'round him
Like the leaves around a tree
In their clothes of many colors
For the angry gods to see.

And the women all were beautiful
And the men stood straight and strong
They offered life in sacrifice
So that others could go on.

Hate was just a legend
And war was never known
The people worked together
And they lifted many stones.

They carried them to the flatlands
And they died along the way
But they built up with their bare hands
What we still can't do today.

And I know she's living there
And she loves me to this day
I still can't remember when
Or how I lost my way.

He came dancing across the water
Cortez, Cortez
What a killer.


PS: Diz lenda que o último verso está incompleto, ou foi perdido em algum momento da gravação e a música ficou desse jeito. Se vc analisar bem, dá pra perceber que parece "faltar uma parte" que liga os dois últimos versos.