terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Diário de Bordo - Buenos Aires - finalizando

Pra fechar o ciclo de post vamos a algumas considerações finais:
  • Buenos Aires: Gostei muito da cidade! Embora a crise argentina tenha deixado claros sinais, como pixações (muitas dessas políticas), sujeira, carros antigos, mendigos e pedintes para todos os lados, prédios, elevadores, e construções velhas, os prédios históricos, monumentos (sem brincadeira, você não anda 5 ruas sem achar uma estátua ou um busto em homenagem a alguem), ruas e bairros tem muito charme e são bem legal de conhecer! A cidade não é muito grande - ainda mais se você estiver acostumado com São Paulo - e me pareceu super tranquila e com pouco transito, o que segundo os hermanos se deve ao período de férias.
  • Transportes: tem um metrô (subte) que atende bem embora seja antigo (muito antigo) e sujo, mas é muito barato, só 1,10 pesos! Tem muitos onibus, que embora sejam antigos tem pintura nova e combinam muito com a cidade e são ainda mais barato que o metrô. E tem muitos taxis que também são baratos para os turistas. Com relação aos taxistas, não tivemos problemas exceto um dia que pegamo um taxi "pirata" e o taximetro do cara voava, mas reclamamos, ele zerou a contagem e no final a corrida dele saiu mais barata que a volta! Porém conheci pessoas que receberam notas falsas e/ou troco errado do taxista, então é bom ficar de olho aberto!
  • Segurança: Bem, já falei antes que o que mais estranhei foi o fato de quase não ter polícia na rua e isso claro tem impacto direto na criminalidade. Não sofremos nenhum incidente também, mas vimos gente ser furtada na rua e conhecemos um casal de brasileiros que sofreu uma tentativa de furto no caminito que não deu certo. Mas é aquela história, se você não quer correr risco, melhor nem sair de casa por que em todas as cidades estamos expostos ao mesmo perigo. Basta tomar as precauções de costume.
  • Culinária: É possível comer bem e pagar pouco, como no Goya na Av de Mayo, ou o Cafe de la Ciudad, ao lado do obelisco, em que almoçamos alguns dias. Se você gosta de pizza, quase todos os restobar servem pizza, e embora não sejam nenhuma Capricciosa costumam ser boas! Também tem boas opções de massas. Mas realmente tem restaurantes com carnes e churrascos (parrillas) bons, o buffet com parrila do restaurante do Casino Puerto Madero é excelente por um preço justo, já o do Siga La Vaca não posso dizer o mesmo, achei caro e a carne não era tão boa quanto a fama, não recomendaria lá. 
  • Abrindo um parenteses, não falei da visita ao casino! Não joguei nada lá, só jantei - e já falei que vale a pena - mas é muito divertido só observar a galera jogando! Sem contar que dá vontade de apostar, mas aí já é outra história, a minha parte eu prefiro gastar em cerveja!
  • Curso de espanhol: Fiz o curso na Coined. A prova de nível para descobrir em que nível você está eu achei bem fácil, a do Yázigi é mais completa por exemplo. O curso é bom, mas achei a escola desorganizada. Fiquei 2 semanas e sinceramente achei pouco para aprender se você chegar em um nível mais básico. Eu entrei no avançado e serviu para comprovar o meu nível, descobrir algumas deficiências que eu tenho, melhorar um pouco na questão de tempos verbais e pronomes e melhorar um pouco a fluência e pronuncia. Mas se for realmente para estudar e aprender, acho que 1 mês seria um tempo legal. 
  • Baladas: Não fizemos tantas baladas quanto imaginei, até porque a aula de manhã atrapalhava, mas gostei muito de todas que fui! Kika's club em palermo, Terrazas - a melhor na minha opinião, e a Mistyque (afterhour)! Ponto positivo para o Reggaton que toca em todos os lugares lá (e outros paises latinos também) e agita bem a balada! Fomos no hard rock e outros barzinhos, todos bem legais, não tenho reclamações nesse ponto, se você quiser pegar balada todo dia lá, pode ter certeza que tem o que fazer! 
  • Hospedagem: Ficamos em uma residência estudantil, sem dúvida a melhor escolha pra quem quer conhecer gente nova! Quem já morou em rep ou ficou em hostel não vai estranhar nada. Com relação ao local, a falta de janela no quarto que estavamos incomodava por causa do calor infernal, embora um ar-condicionado resolveria esse problema! O banheiro era pequeno também, mas nada absurdo. O pior era o café da manhã quase inexistente, foi o único ponto negativo. E aqui entra um parenteses enorme para as pessoas que conheci na residência antes de falar do local! Não vou citar nomes, até porque é muita gente, mas todos que conheci - mesmo aqueles que não conversei muito - foram muito legais! Demos realmente sorte de ficar num local com tanta gente legal e divertida, sem dúvida foi a melhor parte da viagem!
bem, acho que era só isso que queria falar! Agora é aproveitar os últimos dias de férias antes de voltar ao trabalho e começar a pensar na próxima viagem! =D

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Diário de Bordo - Buenos Aires - mais coisas

Voltando a falar da viagem... não consigo me lembrar do que fizemos no domingo! Acho que não fizemos nada mesmo porque choveu pra caramba e ficamos em casa!
Na segunda vamos ao bairro da Recoleta, o último que faltava visitar. Bairro nobre com belos prédios e ruas bem arborizadas. Na recoleta fica o famoso cemitério onde esta enterrada Evita Perón e vários outros nomes importantes da Argentina. Por mais que eu ache visitar um cemitério uma coisa completamente morbida vale a pena uma passada por lar para ver os mausoleu que são interessantes. Visitamos também o monumento La Floraris Generica, uma flor gigante de metal situada ao lado da Faculdade de Direito - outro prédio muito bonito - e ao lado de vários parques e praças! Há também o Museu de Belas Artes que não visitamos e o shopping Recoleta Design onde está o Hard Rock Café daqui, o qual visitamos no sabádo a noite. Nada demais o Hard Rock, o que achei legal foi o vitral dos beatles e várias capas e discos, incluindo um esboço da capa "Yellow Submarine"!
Fechando o passeio pela Recoleta tomamos umas cervejas em um barzinho, do qual não me lembro o nome, do lado do cemitério e com um ambiente e decoração muito boa!
Mas tarde fomos para Palermo Soho, na Plaza Serrano em um barzinho/balada chamado Brujas. Não estava muito cheio mas era legal e depois da 1 hora vira balada mesmo.
Ontem visitei uma Milonga, na calle Sarmiento 4006, um lugar típico onde se baila el Tango! Ambiente bem rustíco mas amistoso, um calor infernal e a aula de tango que fizemos foi legal, deu pra aprender uns passinhos básicos (e olha que eu não danço nada e só fui pra fazer companhia para a Chris) e depois ver o pessoal dançar de verdade. Passeio que eu recomendaria fazer!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Diário de Bordo - Buenos Aires - Dia 7/8

Sexta foi o primeiro dia de balada "oficial" aqui! Fizemos um esquenta em casa e fomos para o bairro de Palermo. Tomamos uma torre de Quilmes em um barzinho e a garçonete nos passou uma lista de alguns bares e baladas! Decidimos ir pra Kika's club que estava mais perto, balada legal e o melhor de tudo é que não tinha brasileiros lá! =D
No sabado fomos visitar La boca e o estádio de La bombonera! Tem três modalidades de visita ao estádio; a visita básica apenas ao museu, a visita express - a qual optamos - que dá direito a ir em uma parte da arquibancada e a visita guiada. O museu tem fotos de todos os  jogadores e nome dos sócios-fundadores logo no corredor de entrada, uma sala de exibição que passa um filme com jogadores importantes da história do clube e a sala da Passión que foi o que mais gostei. é uma sala com projeção 360 em que você se sente como se estivesse no meio de um jogo em la bombonera, realmente sensacional!
Tem também uma linha de tempo com as conquistas do clube e claro os trofeus, camisa de jogadores importante e uma estátua do Maradona. A visita a arquibancada é legal também, o lugar é realmente um caldeirão!
Depois caminhamos pelo Caminito, que é muito bonito, vimos um pouco de tango na rua e conversamos com alguns argentinos sobre futebol!
Na volta passamos na calle Florida para visitar a Galeria Pacifico, deu pra entender por que as mulheres adoram lá! O prédio é muito bonito, decoração impecável com pinturas em uma parte do teto, piso trabalhado e muitas lojas de marca!
A noite fizemos outro esquenta aqui depois de durmir (eu apaguei das 7 as 22h30) e fomos para Terrazas! Balada excelente, com area aberta de frente para o rio de la plata! Adoramos o lugar, ambiente muito bom, muchas chicas e ainda vimos o nascer do sol lá!
Ah, um ponto negativo que notei aqui é que quase não há policiamento! Você vê muito poucos policiais na rua! No caminito mesmo não vimos um policial, o que ajuda a explicar por que tem tantos assaltos lá!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Diário de Bordo - Buenos Aires - Dia 5/6

No dia seguinte voltamos ao bairro de Palermo para a segunda etapa da visita ao bairro. Visitamos o Zoológico (Entrada completa - ahorro - por $27 peso) o que levou umas 3 ou 4 horas. É um passeio que vale a pena se você tiver tempo. Depois caminhamos até o Planetário que esta fechado para manutenção até abril de 2011 e continuamos andando pelos parques até o MALBA - Museu de Arte LatinoAmerica de Buenos Aires. O museu é pequeno o que torna o passeio rápido (levamos pouco mais de 1 hora) e abriga obras de artistas brasileiros como Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti. Sinceramente eu esperava mais.
Já Ontem fizemos um passeio por Puerto Madero, o bairro mais novo de Buenos Aires. A região é muito bonita e a caminhada foi bem agradavel  apesar do calor que fazia. Descemos a pé por todos os diques parando nos pontos mais importantes como o Museu Fragata Presidente Sarmiento. Você pode pagar uma taxa simbólica de 2 pesos ou entrar de graça para visitar o barco. Eu curti muito a visita, foi bem interessante entrar na casa de máquinas, ver as roupas, armas e equipamentos que eram usados antigamente e tudo mais.
Logo ao lado do barco está a Puente de La Mujer na qual se pode atravessar para o outro lado do rio e rende umas fotos legais.
Seguimos caminhando até a entrada da Reserva Ecológica de Buenos Aires passando pelos parques do bairro. Não entramos na reserva porque já estavamos cansados e na volta paramos para tomar um cerveja no Hooters para aproveitar mais um HappyHour.
A noite compramos cerveja e carne no supermercado e fizemos uma festinha em casa, já que no dia seguinte muitos tinham prova na escola.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Diário de Bordo - Buenos Aires - Dia 4

Parte da manhã com mais aula, então vou pular isso e no final digo se gostei ou não do curso e da escola, ok?
Almoçamos em um restaurante barato, $30 pesos e você come a vontade com direito a bebida e sobremesa! Comida normal, nem boa nem ruim, mas não indicaria para outras pessoas almoçarem.
Depois de um cochilo fomos para o bairro de Palermo de metrô, ou Subte como se diz aqui, que é super barato, a passagem custa 1,10 pesos o que dá uns 50 centavos. Achei que o estilo do metro lembra bastante o de Nova York, só que aqui os trens são mais antigos e mais sujos, mas nos levou rápidinho ao nosso destino e  é fácil de usar e se orientar com as linhas por aqui.
Gostei muito do bairro, prédios mais novos e bem cuidados e ruas muito arborizadas (aliás, achei Buenos Aires muito legal nesse ponto, bem mais arborizada quem SP por exemplo), várias praças, lojas, bares, monumentos  e pontos turísticos.
Andamos a avenida ao lado do Zoológico tiramos fotos de alguns monumentos e fomos ao Jardim Japonês que é muito legal, vale a ida lá! 
Logo em seguida fomos ao Museu de Evita Péron, visita que me agradou muito! O museu é muito bem organizado, com peças de época e citações que ajudam a compreender a importancia de Eva e também do populismo de Péron para os hermanos. Claro que tudo é muito nacionalista no museu, alias eles são muito nacionalistas. No final do museu há ainda uma exposição chamada Populismo Mágico em que brincam com a ideia de Péron e Evita terem nascido no Brasil e Getulio Vargas e sua esposa na Argentina, essa parte tem quadros muito bonitos e é bem interessante.
Depois subimos as ruas sentido SOHO - o bairro é dividido em Alto Palermo, Palermo velho, Soho e Palermo Hollywood - e paramos para comer no Michi na Calle Malabia com Santa fé. Sem brincadeira foi o melhor atendimento que tivemos até agora aqui, a garçonete foi super simpática e um dos garçons veio conversar com a gente para passar dica de bares e baladas! O lugar serve massas e pizza, tem várias cervejas, um ambiente e decoração muito bons. Comemos uma pizza e tomamos 2 coronas por um preço que achei muito justo, 50 pesos a pizza grande e 20 e poucos pesos a garrafa (750ml) de Corona.
Depois seguindo as dicas da garçonete subimos até a calle Costa Rica com vários bares (incluindo um brasileiro do qual não lembro o nome agora), lojas e uma galeria de lojas bem legal. Seguimos pela Costa Rica e encontramos o Sugar, um barzinho que o garçom indicou e era o mais movimentado aquela hora e ainda estava tocando Strokes! Decidimos continuar andando (e deixar o Sugar na lista para outro dia) para conhecer melhor o bairro e depois paramos para tomar uma saidera no Bakano (uma das esquinas na Costa Rica) para aproveitar o Happy Hour lá com 2 chopps Schneider por 8 pesos.
Terminamos já por volta das 9h30 da noite - horário que os bares estavam ficando mais movimentado - e pegamos o metrô de volta para a residência e agora que acabei de postar, vou durmir um pouco mais cedo... Buenas Noches!

PS: Não devo seguir fazendo posts diários, mas sempre que tiver algo legal vou postar aqui! =)

* Post editado para incluir a visita ao Museu Evita que havia esquecido na primeira vez.

Diário de Bordo - Buenos Aires - Dia 3

Primeiro dia de aula, acordei morrendo de sono as 7 para ir a escola e fazer a prova de nível... até a hora da prova tudo bem organizado, a prova estava fácil e depois foi só aguardar para sair a lista de salas, o que demorou bastante e foi um bem bagunçada essa parte - e eu ainda morrendo de sono.
Saiu a lista e cai na sala da Júlia que havia feito a prova junto comigo e acabamos tendo uma primeira aula "particular" já que ninguem do nosso nível apareceu.
Depois teve um lanche de empanadas servido na escola e fomos para casa dormir.
No fim da tarde saímos para visitar a Plaza del Congreso, que tem um monumento e uma fonte bem bonita, o prédio do congresso e senado - que fica do lado da praça - são muito legais. Ficamos andando pelo bairro e encontramos um cinema - do lado da Plaza del Congreso - que só exibe filmes nacionais por 8 pesos a entrada! Ficou anotado para ir um dia assistir um filme lá.
A noite fomos ao The Clover Pub, que fica a umas 3 ruas da residência, tomamos umas cervejas Isenbeck mas o lugar estava vazio. Ponto positivo para pipoca servida pra acompanhar a cerveja.
No final ainda paramos em um balada na nossa rua chamada Severino (ou Boliche) da qual não gostei muito, o som era bom mas o lugar pequeno, muito quente e com todo mundo fumando! (E tinha bem mais homem que mulher).

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Diário de Bordo - Buenos Aires - Dia 2

Dia de mudar do hostel para a residência estudantil da qual posto agora! O trajeto do hostel até aqui foi tranquilo, 15 a 20 minutos de caminhada. A residência é um prédio de 4 andares, os 3 últimos ocupados por estudantes o que deve dar umas 25 pessoas por aqui, a grande maioria de brasileiros!
 Já conhecemos o Felipe e a Camila e saimos para fazer o passeio pela Casa Rosada que abre aos domingos para visita guiada. Visita que eu recomendo fazer até para aproveitar a exposição do Bicentenário de La Revolución de Mayo com pinturas de diversas figuras importantes da América Latina (Tiradentes e Getúlio Vargas estão lá nos representando).
Depois caminhamos até o Obelisco, almoço no Café de la Ciudad - preço justo e bom atendimento - e andamos mais. Fomos a Calle Florida, bom passeio principalmente para quem quer fazer compras e andamos mais um bocado, fomos ao supermercado para comprar cerveja e voltamos a residência. 
Fato curioso é que era domingo e estava quase tudo fechado, até restaurantes, as ruas vazias e tudo muito tranquilo, parecia uma cidade do interior em dia de finados!
A noite rolou um lual por aqui, superdivertido e animado pelo violão do Paulo que toca e canta muito bem (claro que dei minha canja também! hehehe)!
Resultado que fui durmir as 3 da manhã (de novo) para no dia seguinte chegar as 8 na escola e fazer a prova de nível.

Diario de Bordo - Buenos Aires - Dia 1

Hola! Que tal? bem... vou tentar resumir os 3 primeiros dias nesse post aqui já só agora conseguir parar para escrever.
A viagem foi traquila, mas com um fato curioso. O vôo atrasou 1 hora (normal) e paramos para tomar uma cerveja antes do embarque, que era 16h30, terminamos a cerveja e chegamos no embarque 16h31 e só faltava a gente para entrar no avião e segundo o comissário se não fosse pela bagagem que atrasou teriámos ficado para fora.
Desembarcamos no Aeroparque, que é mais pequeno que eu imaginava, tomamos um taxi e chegamos rapidinho no hostel Tango City. Boa recepção e descobrimos que nosso quarto ficava no 4 andar e só tinha elevador até o segundo! Ai chegamos no quarto e lá vem o segundo fato curioso do dia... haviamos reservado um quarto com 2 camas de solteiro e bem... só tinha uma cama de casal no quarto! Descemos os 4 lances de escada e o cara informa que o hostel está lotado, que foi um erro de reserva e não tinha como mudar... porém no quarto ao lado tinha um casal de espanholas - isso mesmo que você esta lendo e pensando - e que elas queriam um quarto com cama de casal e era para perguntar para elas se aceitariam trocar. Subimos as escadas de novo e exercitando minha já famosa cara de pau fui la bater na porta delas. A Maite que atendeu foi super simpática e aceitou na hora trocar de quarto. Contra-tempo resolvido, deixamos as coisas, trocamos de roupa e fomos para a rua.
Almoçamos em um café no bairro de San Telmo chamado La Poesia, típico café argentino todo com decorado com temática de literatura e um piano, um clima bem "bar intelectual" e tradicional. Comemos um sanduicho, um pouco caro mas gostoso, e o Bruno bebeu uma cerveja artesanal que eles serviam, a qual ele não curtiu muito.
A noite fomos até a Plaza Dorrego onde ocorre a feira de antiguidades de San Telmo mas durante a noite os cafés ao redor colocam mesas na praça e vira um grande boteco a céu aberto com música ao vivo de diversos artistas de rua, com direito a tango, e a um guitarrista que mandava um blues muito bom! Depois ainda passamos na Calle Chile que haviam vários cafés próximo a esquina com a Calle Defensa, todos cheios e paramos para tomar uma saidera e fim do dia 1!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Preparativos para viagem

Acabo oficialmente de terminar todos os preparativos para a viagem de férias!
Roteiro pronto e endereços todos anotados, reservas e web-checkin conferidos e a mala e mochilas prontas!
Agora é só esperar amanhã e embarcar (se não tiver atraso no vôo, algo tão comum no nosso país).
Toda viagem tem 3 partes, certo? Os preparativos, a viagem em si, e a volta.
A volta sempre é boa, por que por melhor que seja a viagem, nada como a nossa casa.
A viagem pode variar, ser boa ou ruim, mas sempre agrega experiências.
E os preparativos são tudo que vem antes. Algumas pessoas não gostam dessa parte mais burocrática (reservas, etc) mas eu curto bastante essa fase.
Escolher o destino, pesquisar lugares para ficar e depois escolher lugares pra visitar, bares, restaurantes, baladas e tudo mais é muito divertido (devo ter umas 10 páginas impressas só com dicas, lugares, etc). Sem contar a ansiedade que bate a medida que a data de embarque chega!
Hoje acordei bem ansioso e só agora enquanto escrevo e já estou com tudo preparado é que fiquei mais tranquilo, então se tudo correr bem - não vou falar conforme o planejado, por que as coisas sempre saem diferente do que a gente imagina - vou fazer alguns posts durante a viagem contando as experiências e deixando algumas dicas por aqui!
Um grande abraço a todos, e o próximo post será direto de Buenos Aires!
Hasta la vista.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Fim de ano!

E mais um ano acaba... Normalmente eu faria um post de retrospectiva mas apesar desse ano o blog ter bastante coisa legal para ser relembrada aqui, eu simplesmente não estou afim.
E como estou sem inspiração para postar qualquer outra coisa, quero apenas desejar a todos os visitantes do blog, dos mais participativos aos silenciosos que não deixam comentários, meu muito obrigado pela companhia durante esse ano, boas festas e um ótimo 2011!! =D

PS: Provavelmente role um diário de bordo das minhas férias em Janeiro, mas vou pensar melhor nisso só ano que vem! =P

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

what else should I say...

All Apologies
(Nirvana)

What else should I be
All apologies
What else could I say
Everyone is gay
What else could I write
I don't have the right
What else should I be
All apologies
In the sun
In the sun I feel as one
In the sun
In the sun
I'm married
buried
I wish I was like you
Easily amused
Find my nest of salt
Everything is my fault
I'll take all the blame
Aqua seafoam shame
Sunburn with freezerburn
Choking on the ashes of her enemy
In the sun
In the sun I feel as one
In the sun
In the sun
I'm married
buried,
married
buried
yeah yeah yeah
All in all is all we all are

domingo, 5 de dezembro de 2010

Lados B - Lobão

Após uma pequena ausência cá estou eu para compartilhar um pouco mais do meu gosto musical com vocês!
Essa semana foi lançada a biografia do Lobão - 50 Anos a Mil - e como ainda não comprei estava relembrando as músicas dele que tenho aqui  e me deparei com o CD "Noite" (1998). Se a discografia do Lobão fosse divida em lado A e lado B esse disco com certeza estaria no B! Quase ignorado pela mídia e sem um grande sucesso tocado nas rádios, acho que pouca gente conhece esse disco.
Ouvi esse cd pela primeira  quando o Marco Aurélio me emprestou ele dizendo que ganhou de presente, nunca tinha escutado direto e só gostava de uma música, Sozinha Minha. Levei pra casa e gostei dele desde de o primeiro instante que apertei o Play!
Embora eu ache que ele exagera um pouco nos arranjos eletrônicos,  as músicas tem letras excelentes e bons arranjos de guitarra que compõem o clima "noturno" do disco. Posso dizer sem medo que foi esse CD que me fez descobrir e gostar de Lobão!
E aí que no meio de tantas músicas que eu gosto desse disco, foi difícil escolher uma para postar aqui (o que provavelmente vai gerar um novo post só com a música Me beija) mas optei por aquela que inspirou o post!
Enjoy

Meu Abismo, Meu Abrigo
(Lobão)

Pára um pouco, descansa um pouco
Relaxa e olha pra mim
E vê se dá pra destravar
Que da minha parte, você sabe
Eu não quero nada além do que você consegue ser
Nem mais, nem menos
Então, vem agora
Meu amor, meu amor
A tua liberdade é tudo que eu quero desfrutar
Minta, inventa qualquer verdade, não importa
Se sinta à vontade pra poder dissimular
E, se por acaso, você ficar com medo
Tudo bem, eu também não tenho nada pra poder me segurar
Não sei não, mas talvez, seja isso
Essa falta seja o aviso
De que a gente não tendo outra escolha, arrange coragem
Pra admitir
Quem ama, não pode
Esperar nada de quem tudo se quer
Quem ama, não pode
Esperar nada de quem tudo se quer
Por isso, conta comigo
Pra qualquer destino
Meu abismo, meu abrigo
Só se vive o que se ama

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Somos carentes de Rock Nacional?

Outro dia estava ouvindo na rádio as atrações nacionais já confirmadas para o Rock'n'Rio 11 e bem... percebi que eu estou carente de rock nacional, e você?

Sou carente de rock
De rock brasileiro
Tocando com fúria e paixão
Sem ser falso ou ser moda
Que seja verdadeiro

Sou carente de rock
Do sul, sudeste e nordeste
Norte, centro-oeste e DF
De refrões sem nome de mulher
Sem palavrões desnecesários

Sou carente de Rock
De atitude e de carisma
Versos sagazes, riffs novos
Heróis que morrem de overdose
Sem pose e sem firulas

Sou carente de Rock
Na minha lingua, com a minha cara
Com a nossa cultura, nossa levada
Que possa encher o line up de um festival
E dizer: esse é o nosso Rock Nacional!

PS: Ainda existe coisa boa no rock nacional mas parece que a cada dia que passa as opções diminuem, principalmente as bandas novas!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Os CD's das irmãs do Frank

Hora de fechar a trilogia de posts sobre influências musicais (Você pode ler o primeiro aqui, e o segundo aqui)!
Os dois primeiro foram sobre bandas nacionais, mas por que no ínicio eu tinha um pouco de resistência ao rock internacional. Coisa que só começou a mudar lá pela 7º e 8º série.
Nessa época eu tinha um amigo chamado Frank, que tinha três irmãs mais velhas! E elas sempre tinham algum CD novo, lançamento, bandas novas e gostavam de rock, logo sempre tinha alguma coisa que o Frank chegava na escola com o diskman e falava "ouve essa banda, peguei com a minha irmã, muito bom".
O primeiro que me lembro de ter levado pra casa e ouvido com calma era um compacto do U2, com 4 músicas que eu lembro até hoje, eram "The Unforgettable Fire", "MLK", "A Sort of Homecoming" e "Bad", todas do disco The Unforgettable Fire (1984), que lembrando agora me faz pensar que aquele CD devia ser um single.
Bad era minha favorita, a melodia que vai crescendo até chegar ao climax, como eu curti aquele som! Essa foi a música que abriu as portas do rock internacional para mim.
Vários outros CD's do U2 chegaram até mim pelas irmãs do Frank, como o "Under a Blood Red Sky" e "Acthung Baby" - o melhor da banda até hoje para mim - e todos viravam fitas K7. (isso foi antes do mp3, ok?)
Também foi assim que eu ouvi o Ten do Pearl Jam pela primeira vez, assim como alguns bootlegs da banda que em pouco tempo se tornou a minha favorita!
E era impressionante como sempre tinha coisa legal para pegar emprestado, de Crash Test Dummies a The President Of The United States (que já foi tema desse post aqui).
Pena que eu tinha o péssimo hábito de não ouvir os CD's inteiros com calma, muitas vezes escutava apenas 30 segundos de uma faixa e pulava para a próxima. Ainda bem que perdi esse hábito, por que você perde muita coisa legal fazendo isso. 
O último emprestimo valioso que fiz com o Frank foi o Led Zeppelin II. Sai da casa dele com o CD e fui para a casa de outro amigo fazer um trabalho de escola e começamos a ouvir até o pai dele aparecer e perguntar se a gente gostava de ouvir aquela barulhada!
Depois acabamos perdendo contato, a amizade, e o emprestimos acabaram. Mas o gosto pelo rock ficou. E é interessante perceber que três das bandas que eu mais gosto, U2, Led e Pearl jam, eu ouvi pela primeira por causa dos CD's que ele emprestava das irmãs!
Fiquei em dúvida de qual música usaria para fechar o post, mas Bad me parece a escolha ideal. Afinal nada melhor que terminar onde tudo começou! =P

Bad
(U2)

If you twist and turn away
If you tear yourself in two again
If I could, yes I would
If I could, I would
Let it go
Surrender
Dislocate

If I could throw this

Lifeless lifeline to the wind
Leave this heart of clay
See you walk, walk away
Into the night
And through the rain
Into the half-light
And through the flame

If I could through myself

Set your spirit free
I'd lead your heart away
See you break, break away
Into the light
And to the day

To let it go

And so to fade away
To let it go
And so fade away

I'm wide awake

I'm wide awake
Wide awake
I'm not sleeping
Oh, no, no, no

If you should ask then maybe they'd

Tell you what I would say
True colors fly in blue and black
Bruised silken sky and burning flag
Colors crash, collide in blood shot eyes

If I could, you know I would

If I could, I would
Let it go...

This desparation

Dislocation
Separation
Condemnation
Revelation
In temptation
Isolation
Desolation
Let it go

And so fade away

To let it go
And so fade away
To let it go
And so to fade away

I'm wide awake

I'm wide awake
Wide awake
I'm not sleeping
Oh, no, no, no


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Inimigo é Outro

Vou dar uma pausa nos posts sobre bandas que me influenciaram e falar um pouco de cinema! Mais precisamente de Tropa de Elite 2. (Acho que não tem problema agora que todo mundo já assistiu, né?)
Não, a ideia não é fazer uma critíca, apenas dar vazão a alguns pensamentos antes de dormir.
Ainda lembro bem de quando vi o primeiro filme (primeiro o pirata, depois no cinema) e da sensação "tapa na cara" que ele deixava. Gostei tanto que comprei o livro que li em poucos dias, e nele o "tapa na cara" era ainda mais forte!
O "Elite da Tropa" é dividido em duas partes. A primeira chamada "Diário de Guerra" contém várias histórias sobre o BOPE e a PM carioca, várias delas que serviram de inspiração para o primeiro filme. A segunda parte se chama "A Cidade Beija a Lona", e já mostrava que o inimigo era outro. Lembro que quando terminei essa última parte pensei que ela daria uma ótima continuação, e embora a história do Tropa 2 seja diferente a inspiração é nítida.
Por isso se o primeiro filme foi um tapa na cara, o segundo é um soco no estômago!
Não por ser mais violento - e não é - mas por ir mais fundo na questão da corrupção em todas as esferas do poder. Se no primeiro a temática era traficante, "universitariozinho de merda" e polícia corrupta, agora as balas vão também na direção da política e do governo.
E é interessante ver como o personagem do Capitão Nascimento vai evoluindo na história, percebendo o quão mais embaixo é o buraco, como o sistema está corrompido e se adapta para continuar sempre levando vantagem, até chegar na conclusão que como ele mesmo diz; "O sistema é foda" e vai levar muitos anos para mudar isso.
Pode ser óbvia essa conclusão, mas acontece que por mais óbvio que seja tudo que o filme apresenta, muitas vezes não damos atenção a isso por estarmos "ocupados demais com outras coisas". E aí vem o que acho melhor no filme, ao trazer ao público um "choque de realidade" mesmo que por alguns breves instantes.
Se nesses breves instantes o filme conseguir fazer com que o público pense que quem ele votou pode ser um dos responsáveis pelo crime e corrupção na cidade, que nem tudo que é apresentado como versão oficial ou saí na mídia é a verdade e deve ser engolido como tal sem discussão, então o soco no estômago valeu a pena.
Claro que não tenho a ilusão de achar que um filme vai mudar a forma como as pessoas pensam e agem, até por que para muitas pessoas aquilo não passou de um simples entreterimento e de comparar o primeiro com o segundo. Mas se pelos menos algumas pessoas viram e refletiram sobre aquilo, então ainda dá para mudar o sistema e melhorar as coisas!
Foi por isso que quis escrever esse post! =)

PS 1: Acho que não deixei nenhum spoiler que estrague a diversão de quem ainda não viu o filme né?
PS 2: Para não ficar sem falar de música, e entregando um spoiler, o filme fecha muito bem com O Calibre dos Paralamas do Sucesso quee já foi tema desse post aqui.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Por que Ultraje a Rigor?


No post passado falei um pouco de como começou minha "iniciação" no mundo do rock nacional e vou continuar essa pequena série com mais esse post de outra banda nacional e mais um, dois, ou três de bandas internacionais.
Falando em música internacional e de memórias de infância, sabia que uma da principais que tenho é de acordar nos sábados de manhã com meu pai ouvindo Carpenters? "Close to You" e "Mr. Postman" eram constantes e acho que isso também me influênciou bastante, principalmente pelo fato de sempre ter música em casa!
Mas voltando ao objetivo do post, eis que um belo dia meu pai apareceu com três vinis em casa, o "Big Bang" dos Parlamas do Sucesso e dois do Ultraje à Rigor, "Crescendo" e "Por que Ultraje à Rigor?". Todos eles gravados entre 1989/1990.
Não vou falar dos Paralamas embora Big Bang, disco bem variado que tem entre outras grandes canções "Lanterna dos Afogados", vou falar do Ultraje. O som mais "pesado" que o legião que eu costumava ouvir, as letras irônicas, inteligentes e divertidas do Roger e visual cabeludo da banda chamava a atenção.
Crescendo é o disco em que a banda testa o fim da censura oficial com a provocativa e engraçada "O Chiclete", composta pelo Edgar Scandurra e doada para o ultraje por que segundo o Edgar "não combinava com o Ira!", com "Volta Comigo" que fala abertamente de adultério e é uma das minhas favoritas da banda e o hino "Filho da Puta" que acabou sendo censurada extra-oficialmente.
Já o "Por que Ultraje a Rigor?" é um disco de covers que faz um retorno ao ínicio da carreira da banda. Um dos pontos do alto do disco está na capa que conta a história do nome da banda. Ou você achou que a pergunta ficaria sem resposta? 
Resumidamente o Roger estava pensando no nome Ultraje e foi perguntar para o Edgar Scandurra que na época tocava com eles. O Edgar escultou errado e disse: "hã? Como é? Que traje, o traje a rigor?". O Roger gostou do trocadilho e o nome "Ultraje a Rigor" foi adotado.
Também fala um pouco do início de carreira dos caras e da músicas que tocavam. Os cover vão de Beatles e Beach Boys à Roberto e Eramos Carlos, passando até por temas de séries de tv antigas!
É um disco muito bom, bem variado e divertido, tanto que ainda ouço ele bastante! Uma pena que no vinil não tinha a faixa bônus que só foi sair em CD, que é a segunda versão, chamada de "versão gripada", de Slow Down dos Beatles (que na verdade também fez cover de outro cara, Larry Williams)!
Vou deixar ela no player abaixo para vocês ouvirem e também a versão que tocaram no acústico MTV!
Enjoy!






PS: Acho que deu pra perceber pelo post por que eu gosto de Ultraje a Rigor né? =P

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Urbana Legio Omnia Vincit

Já devo ter falado algumas vezes de uma antiga fita K7 que meu pai tinha, e eu ainda tenho ela guardada em alguma caixa aqui em casa, e que foi o que me influênciou a começar a ouvir rock nacional. Essa fita continha algumas músicas da Legião Urbana - Dois, do Capital Inicial - o primeiro e homônimo disco, Titãs - o clássico Cabeça Dinossauro, e pra finalizar a incompleta (faltava a última estrofe) Time do Pink Floyd que fechava o lado B.
Eu escutava tanto essa fita que até hoje lembro a ordem de algumas músicas, os "pulos" que dava entre uma faixa e outra e o ruído da agulha sobre o vinil da qual ela foi gravada.
E não é que essa semana estava indo para o trabalho e durante o Wake Up da Kiss FM tocou Andrea Doria? E quando começou a música no rádio, eu ouvia os estalos da agulha, os mesmos ruídos que haviam na fita, daquela gravação que eu ouvi várias vezes na minha infância! Engraçado como algumas coisas ficam tão impressas na nossa memória né?
Junto com aquela canção vieram lembranças de quando eu ouvia Legião Urbana quase todos os dias. Do primeiro CD comprado (que foi o Dois), de estudar para o vestibulinho do C.T.I.G. ao som de Química, de economizar a grana do lanche para comprar os CD's que faltavam, e por aí vai.
Um amigo disse uma vez que quando ele ouviu o Dois teve certeza que Legião era um porre, mas pra mim é diferente. Esse disco representa onde tudo começou e até hoje quando ouço ele, como agora enquanto escrevo o post, eu curto (quase) da mesma forma que curtia. O quase está aí porque a nossa percepção muda com o tempo, assim como alguns gostos.
Lembro que uma vez vi uma entrevista do Marcelo Bonfá em que ele dizia que achava o Dois um disco experimental e por isso um pouco inferior aos demais trabalhos da banda. Na época eu não entendi direito, mas hoje percebo que o Dois é realmente mais experimental. Sabe aquela história da banda que lança o segundo disco e ainda está tentando encontrar seu som ideal, se firmar? Pois é isso que o disco é, embora mesmo assim tenha algumas das canções mais emblemáticas da Legião.
Pra fechar e não me alongar muito no post, vou deixar a letra e o video da música que motivou o post e alguns PS's no final:

Andrea Doria

Às vezes parecia
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos
Tão certo...
Teríamos o mundo inteiro
E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços
De vidro...
Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir...
Não queria te ver assim
Quero a tua força
Como era antes
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada...
Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria
Um livro aberto...
Até chegar o dia
Em que tentamos ter demais
Vendendo fácil
O que não tinha preço...
Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim...
Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei...
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também...



PS 1: Falando em Legião, essa semana a EMI anunciou que vai lançar um box com todos os discos de estúdio remasterizados! Prato cheio para os fãs que como eu perderam alguns CD's no caminho. =P A notícia inteira está nesse link.
PS 2: O título do post é a frase presente em todos os discos da banda, menos o último "A Tempestade". Quer dizer: Legião Urbana a tudo vence, adaptação feita por Renato Russo do mote Romana legio omnia vincit (Legião romana a tudo vence), criado pelo imperador romano Julio Cesar.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

SWU - Impressões do Dia 10!

Ontem estive no festival SWU, em Itu. Não por que queria muito ver uma banda da qual sou fã, mas mais para participar do evento, ouvir e ver música boa, fazer parte da experiência. É uma pena que não vou poder ilustrar o post com fotos de ontem, por que meu celular foi roubado durante o show da Joss Stone, mas vou deixar para falar dos problemas depois. 
Agora vou fazer uma pequena crítica dos artistas que vi se apresentarem:
  • Jota Quest: Quando chegamos a banda mineira já estava tocando e se você já viu qualquer show deles não perdeu nada, foi mais do mesmo. A cozinha da banda sempre precisa e segurando o show e o resto é aquilo que todo mundo conhece. De positivo o repertório cheio de sucessos e músicas mais antigas que ajudaram a aquecer o público e animar a tarde.
  • Capital Inicial: Ao contrário da banda anterior, apostou em tocar músicas novas do CD "Das Kapital" lançado a pouco mais de 2 meses. Parece que não está fazendo muito sucesso já que não ouvi ninguém cantar as músicas novas. Isso esfriou um pouco o show que só empolgava quando o repertório voltava para o porto seguro dos anos 80. Ainda teve o Dinho Ouro-Preto fazendo um discurso vazio sobre política e eleições antes de tocar "Que País é Esse?" da Legião Urbana. Isso é o que mais me irrita na banda atualmente, essa tentativa de se apropriar do legado da Legião, de tentar soar engajada e rebelde enquanto não passa de uma banda teenager (apesar de ser composta por quarentões) com letras fúteis(lembre-se que as letras boas ou são do Renato Russo ou são do Alvin L. na fase anos 80).
  • Sublime with Rome: A primeira banda gringa da noite! Durante o show tuitei que a banda fazia "um show ?", queria dizer, um show com cara de interrogação pelo menos pra mim. Mas me surpreendeu muitas pessoas cantando as músicas junto. Gostei muito do som da banda, um pop/ska/punk muito bem tocado, honesto e com boa presença de palco. Fechou muito bem o show tocando Santeria!
  • Regina Spektor: Não conhecia quase nada dela mas achei um bom show, principalmente por que gosto muito de piano e ver ela tocando e cantando foi muito legal. Porém o festival ao ar livre, naquela noite fria de Itu, não me pareceu o melhor ambiente para ela. O clima calmo e intimista do show - principalmente quando ela canta sozinha no palco com o piano ou guitarra - merecia uma sala menor, onde fosse possível ouvir bem e com atenção a bela voz da cantora russa. Ponto para ela também pela simpatia.
  • Joss Stone: Naquele frio (estava menos de 15 graus, fácil) ela sobe de vestido e descalça ao palco - o que gerou o comentário (despeitado ou não) de algumas mulheres - e começa a cantar. Qualquer show com a voz dela não tem como ser ruim, por mais que não seja seu estilo favorito assim como no meu caso. A banda dela também manda muito bem e mais um ponto para a simpatia dela e a bandeira do brasil (é clichê, eu sei) no pedestal do microfone. De negativo foi o show que teve mais oscilação do som (hora muito baixo, hora normal, mas nunca alto).
  • Dave Matthews Band: Era o show de aquecimento para a grande atração da noite, e após dois shows mais calmos eles entraram com todo o gás. Sinceramente foi o show que eu mais gostei. Claro que foi um pouco longo demais e os solos e improvisos na músicas as vezes ficavam cansativos, mas foi o show de uma banda de verdade, com grandes músicos! Ponto para o melhor guitarrista da noite, Tim Reynolds, e para o encerramento com a versão de "All Along de WatchTower" (Pirei nessa parte do show).
  • Kings of Leon: Eu estava curioso para ver a banda dos irmãos de Nashville tocando ao vivo e gostei, bom entrosamento, sem fírulas ou pose, apenas rock. Quando eles tocaram as músicas novas do disco (Come Around Sundown) ficou aquele clima de interrogação - mas eu gostei muito de Mary, a quarta do setlist - em boa parte do público, mas os hits Molly's Chamber, Sex on Fire e Use Somebody garantiram o sucesso do show. Foram simpáticos mas são bem contidos no palco.
Fechando a parte músical, apenas a questão do som oscilar durante algumas apresentações prejudicou. Do Dave Matthews em diante o som não oscilou mas poderia estar mais alto. O lance dos dois palcos serem lado a lado facilitou para ver tudo, já que pra quem ficou entre os dois como a gente, não precisava ficar andando e da pra ver e ouvir bem tudo.
Falando do festival em si, a ideia seria bem legal se aplicassem de verdade o conceito sustentável e não ficassem apenas no marketing e discursos vazios (tipo o cara que antes do KoL começou com um discurso que a galera vaiou e ele foi embora de fininho), o espaço escolhido é bom (embora longe) mas a infra-estrutura deixou a desejar e caiu nos problemas comuns desse tipo de evento. Preços altos (do estacionamento que também cobrava o translado até a latinha de cerveja), a falta de banheiros, a muvuca tradicional, a falta de sinalização para chegar no lugar (já falei que era longe?), a falta de segurança (muita gente além de mim teve objetos furtados) e o absurdo de confiscarem qualquer coisa de comer (biscoito, salgadinhos, lanche natural, etc) que você estivesse levando logo na revista da mochila.
Apesar de tudo o balanço final da minha aventura no SWU foi positivo, valeu principalmente pela boa companhia da Renata e do Tarcísio, e pelas novas histórias para contar. O prejuízo do celular não entra na conta, enquanto alguém ganhou ele fácil, eu vou trabalhar para comprar outro! =P

domingo, 3 de outubro de 2010

Reuniões de trabalho!


Essa semana tive uma daquelas reuniões que gosto tanto no trabalho. Umas dez pessoas numa sala durante quase 1 hora e você sai de lá sem nada decidido. Sem contar os 15 minutos de atraso para a reunião começar.
Sabe aqueles minutos me que ninguem fala nada, ficam apenas observando, pois é. Mas isso acabou sendo produtivo pra mim... comecei a escrever no meu caderno algumas ideias e saiu uma letrinha interessante. Com um tom de desabafo contra o mundo corporativo (ando "um pouco estressado" com o trabalho esses dias)! =)

You Know You Should (say something)

You know you should say something
Before you run out of time
Because if you don't say something
People will let you down

It's always the same, when we are strange
Nobody understand
What we think seems to be so different from them
And you know they're wrong
Cause life is more than that
More than meetings and all this bullshit
But someday they will notice
And when they did, we gonna be far away

You know you should say something
Before you run out of time
Because if you say nothing
People will drag you down
(Rodrigo Fonseca - 29/09/2010)

domingo, 19 de setembro de 2010

40 anos sem Hendrix!


Faz um tempo já eu fiz um cover de Foxy Lady do Hendrix, em um estilo mais samba-rock. 
Ontem, 18 de Setembro, fez 40 que Hendrix deixou esse mundo aos 27 anos de vida, então como singela homenagem e também para testar a twitcam (tinha tempo que queria fazer isso) fiz uma transmissão tocando ela ao vivo! Infelizmente o volume ficou meio baixo, por que o microfone do notebook é bem ruimzinho. Assim que eu conseguir um microfone para gravar com qualidade de som melhor, estou pensando em fazer alguns videos com versões ou músicas próprias para postar aqui.
É isso aí, segue abaixo o resultado da minha primeira experiência na Twitcam:


Ah, detalhe que no final ainda rola "Old Man" do Neil Young.