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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Os CD's das irmãs do Frank

Hora de fechar a trilogia de posts sobre influências musicais (Você pode ler o primeiro aqui, e o segundo aqui)!
Os dois primeiro foram sobre bandas nacionais, mas por que no ínicio eu tinha um pouco de resistência ao rock internacional. Coisa que só começou a mudar lá pela 7º e 8º série.
Nessa época eu tinha um amigo chamado Frank, que tinha três irmãs mais velhas! E elas sempre tinham algum CD novo, lançamento, bandas novas e gostavam de rock, logo sempre tinha alguma coisa que o Frank chegava na escola com o diskman e falava "ouve essa banda, peguei com a minha irmã, muito bom".
O primeiro que me lembro de ter levado pra casa e ouvido com calma era um compacto do U2, com 4 músicas que eu lembro até hoje, eram "The Unforgettable Fire", "MLK", "A Sort of Homecoming" e "Bad", todas do disco The Unforgettable Fire (1984), que lembrando agora me faz pensar que aquele CD devia ser um single.
Bad era minha favorita, a melodia que vai crescendo até chegar ao climax, como eu curti aquele som! Essa foi a música que abriu as portas do rock internacional para mim.
Vários outros CD's do U2 chegaram até mim pelas irmãs do Frank, como o "Under a Blood Red Sky" e "Acthung Baby" - o melhor da banda até hoje para mim - e todos viravam fitas K7. (isso foi antes do mp3, ok?)
Também foi assim que eu ouvi o Ten do Pearl Jam pela primeira vez, assim como alguns bootlegs da banda que em pouco tempo se tornou a minha favorita!
E era impressionante como sempre tinha coisa legal para pegar emprestado, de Crash Test Dummies a The President Of The United States (que já foi tema desse post aqui).
Pena que eu tinha o péssimo hábito de não ouvir os CD's inteiros com calma, muitas vezes escutava apenas 30 segundos de uma faixa e pulava para a próxima. Ainda bem que perdi esse hábito, por que você perde muita coisa legal fazendo isso. 
O último emprestimo valioso que fiz com o Frank foi o Led Zeppelin II. Sai da casa dele com o CD e fui para a casa de outro amigo fazer um trabalho de escola e começamos a ouvir até o pai dele aparecer e perguntar se a gente gostava de ouvir aquela barulhada!
Depois acabamos perdendo contato, a amizade, e o emprestimos acabaram. Mas o gosto pelo rock ficou. E é interessante perceber que três das bandas que eu mais gosto, U2, Led e Pearl jam, eu ouvi pela primeira por causa dos CD's que ele emprestava das irmãs!
Fiquei em dúvida de qual música usaria para fechar o post, mas Bad me parece a escolha ideal. Afinal nada melhor que terminar onde tudo começou! =P

Bad
(U2)

If you twist and turn away
If you tear yourself in two again
If I could, yes I would
If I could, I would
Let it go
Surrender
Dislocate

If I could throw this

Lifeless lifeline to the wind
Leave this heart of clay
See you walk, walk away
Into the night
And through the rain
Into the half-light
And through the flame

If I could through myself

Set your spirit free
I'd lead your heart away
See you break, break away
Into the light
And to the day

To let it go

And so to fade away
To let it go
And so fade away

I'm wide awake

I'm wide awake
Wide awake
I'm not sleeping
Oh, no, no, no

If you should ask then maybe they'd

Tell you what I would say
True colors fly in blue and black
Bruised silken sky and burning flag
Colors crash, collide in blood shot eyes

If I could, you know I would

If I could, I would
Let it go...

This desparation

Dislocation
Separation
Condemnation
Revelation
In temptation
Isolation
Desolation
Let it go

And so fade away

To let it go
And so fade away
To let it go
And so to fade away

I'm wide awake

I'm wide awake
Wide awake
I'm not sleeping
Oh, no, no, no


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A trilha sonora da sua vida! *


Ontem a noite assisti aos últimos 30 minutos de "Quase Famosos" (2000) e gostei muito de ter ouvido "Ten Years Gone" e "Tangerine" do Led Zeppelin na trilha sonora, em momentos chaves do filme (Tangerine fecha o filme). Lembro que quando vi o filme a primeira vez a trilha sonora me chamou a atenção, principalmente a música Sparks do The Who, presente na ópera-rock Tommy, que o personagem principal escuta com um vela acessa no escuro para ver seu futuro! Ainda não conhecia tão bem muitas das bandas que fazem a trilha sonora do filme, como o próprio The Who.
Desde então presto muita atenção a trilha sonora do filmes que assisto, e sempre faço comentários sobre elas aqui no blog. As trilhas tem na minha opinião um papel importantissímo no cinema, ajudam a criar o clima, a passar a emoção e aumentar nossa ligação com a cena.
É como na vida real, em que algumas músicas marcam determinado momento criando a sua trilha sonora.
E hoje em dia como podemos ouvir música em todos os momentos com a 'apraticidade que o mp3 trouxe, todos temos nossa trilha sonora no dia-a-dia, que vária de acordo ao humor - nosso ou do shuffle do mp3 player - e ajuda a compor o clima para os acontecimentos do dia.
Eu particulamente tenho músicas que gostaria que tocassem em determinados momentos, como o momento em que você conhece uma pessoal especial, ou mesmo mais simples, como viajando pelo litoral, exatamente como se estivesse em uma película. Ten Years Gone é uma delas e vou deixar o video dela para fechar o post!
Mas e você, qual seria a trilha sonora da sua vida?




* Título "roubado" da vinheta da Kiss FM, a rádio que toca a "trilha sonora da sua vida"! =D

domingo, 15 de agosto de 2010

A Todo Volume!

Semana passada fiz o post e a música inspirado por ter assistido It Might Get Loud então é hora de falar um pouco dele!
Começa com o Jack White em uma fazenda montando uma "guitarra" com coisas velhas e dizendo: "quem disse que você precisar comprar uma guitarra?". Bem, é claro que a menos que você tenha o dom de construir coisas e instrumentos, você precisa sim comprar uma guitarra para tocar! 
Mas a mensagem principal está na atitude para tocar, e isso você não compra, ou você tem ou não tem!
O filme gira mais em torno da figura do Jack White, que nem é tão canastrão como eu pensava (sim, eu não gosto muito de white stripes), e se mostrou um cara bem interessante. Conhece muito de música, blues, e guitarras. Realmente tira um som muito bom e a idiea dele de criar um som minimalista, de buscar as origens que os bluesmans criaram fez com eu me identificasse bastante com ele.
E complementando toda a história em torno de White, entram dois dos guitarristas que eu mais ouvi até hoje. Primeiro o senhor Jimmy Page, um dos Deuses da Guitarra, o cara que criou alguns dos riffs e melodias mais marcantes da história do rock, e que me surpreendeu muito por sua humildade. A postura dele, sua relação com a guitarra, a conversa e a curiosidade em relação aos outros dois guitarristas, de sabe como eles criavam, as guitarras e efeitos que usavam, querendo mesmo aprender mais sobre eles é marcante no filme.
E fechando o circulo, The Edge, o cara por trás das som da maior banda da atualidade (Pode brigar comigo, mas U2 é a maior banda do mundo hoje em dia)! Com seu estilo peculiar, o foco em equipamentos e efeitos (Page se refere a ele como um arquiteto sonoro). Talvez ele seja o menos tecnico dos três, mas as texturas que cria, seus talento para riffs e melodias simples e marcantes com certeza o coloca entre os mais significativos guitarristas atuais.
E aí está o que deixa o documentário tão rico ao juntar três caras tão diferentes, de épocas e estilos diferentes, para contar histórias de como começaram, de como gravavam, do que ouviam e os influênciou, recheando tudo com videos de apresentações ao vivo, visitas a locais de gravações e apresentações!
Uma das minhas passagens favoritas é quando Page vai ao local onde foi gravado o Led Zeppelin IV, é sem palavras, você tem que ver! A outra é quando ele toca o riff de "Whole Lotta Love" e o Edge e White ficam olhando pra ele com os olhos brilhando, pensando: "Eu to vendo o cara que fez o riff tocar ele aqui, pra mim!"
It Might Get loud é uma grande viagem pelo mundo da guitarra e pela história de três grandes guitarristas e compositores! Eu achei que podia ter mais Jams entre os 3 (existem 4 no total), na verdade eu esperava mais uma jam e um bate-papo do que um documentário, mas mesmo assim ele superou minhas expectativas!
Espero que supere as suas também!